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Governo sírio condena posição de Trump sobre Montes Golã

Baz Ratner

Presidente dos EUA publicou no Twitter que reconhecia a soberania de Israel sobre os Montes Golã.

O Governo sírio condenou hoje a vontade declarada do Presidente norte-americano, Donald Trump, de reconhecer a soberania de Israel sobre os Montes Golã, e advertiu que a posição não tem qualquer efeito legal.

"A posição dos Estados Unidos (...) reflete o desrespeito do país pelas normas internacionais e uma flagrante violação pelo direito internacional", reagiu, em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio.

As "declarações irresponsáveis" de Donald Trump reafirmam o "apoio ilimitado" de Washington ao "comportamento agressivo" de Israel, frisou.

Os Montes Golã sírios foram ocupados na quase totalidade e anexados por Israel, na sequência da Guerra dos Seis Dias, em 1967, numa anexação que nunca foi reconhecida pela comunidade internacional.

Na quinta-feira, Trump manifestou a vontade de reconhecer a soberania de Israel sobre os Montes Golã, numa mensagem publicada na rede social Twitter e que foi imediatamente elogiada pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

Trump precisou na mensagem que “após 52 anos, é importante que os Estados Unidos reconheçam, em pleno, o controlo" sobre uma área definida como “de crucial importância estratégica e de segurança para Israel” e para a estabilidade da região.

Na nota agora divulgada, o Governo sírio assinalou as "políticas covardes" dos EUA.

"Ficou claro para a comunidade internacional que os Estados Unidos, com as suas políticas covardes, regidas por uma mentalidade de hegemonia e arrogância, converteram-se (...) numa ameaça à paz e estabilidade internacionais", indicou.

De acordo com o texto, o anúncio de Trump viola a Resolução 497 de 1981 do Conselho de Segurança da ONU, adotada por unanimidade, e que rejeita categoricamente a ocupação israelita.

LusaDonald Trump anunciou ontem que os Estados Unidos vão reconhecer a soberania israelita sobre os Montes Golã.
O presidente da Turquia lamenta a decisão e sublinha que poderá criar uma nova crise na região.

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