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Procurador Robert Mueller entregou relatório sobre ingerência russa nas eleições dos EUA

JIM LO SCALZO

Congresso poderá receber já este fim de semana as principais conclusões da investigação.

O procurador especial norte-americano Robert Mueller entregou o seu relatório da investigação sobre as suspeitas de conluio entre Moscovo e a direção da campanha presidencial de Donald Trump em 2016, noticiou esta sexta-feira a imprensa dos Estados Unidos.

O antigo diretor do FBI entregou o documento ao secretário da Justiça, Bill Barr, que anunciou entretanto que os membros das comissões judiciais do Congresso poderão receber já este fim de semana as principais conclusões dessa investigação.

"É possível que eu esteja em condições de vos informar das principais conclusões do procurador especial este fim de semana", escreveu Barr numa mensagem de correio eletrónico dirigida aos elementos do Congresso, a quem cabe agora decidir se torna o documento público na íntegra ou não, segundo a imprensa norte-americana, que cita fontes do Departamento de Justiça.

Por seu lado, a Casa Branca já indicou que "não recebeu o relatório do procurador especial e não foi informada do seu conteúdo".

"As próximas etapas são da responsabilidade do secretário da Justiça Bill Barr e esperamos que o processo siga o seu curso", acrescentou a porta-voz da Administração Trump, Sarah Sanders.Até agora, nada se sabe sobre o conteúdo deste relatório ultrassensível que versa sobre o centro do poder dos Estados Unidos.

Robert Mueller foi nomeado em maio de 2017 para investigar a alegada ingerência russa na campanha presidencial de 2016, devido a suspeitas de um acordo entre Moscovo e a equipa de Donald Trump para ajudar a elegê-lo e as suspeitas de obstrução à justiça por parte do magnata do imobiliário.

Mesmo que Robert Mueller não tenha encontrado provas de conivência entre Moscovo e a equipa de campanha do candidato presidencial republicano, os analistas pensam que ele poderá acusar Trump de ter tentado obstruir a investigação, devido a pressões verbais que exerceu sobre o então secretário da Justiça, Jeff Sessions, e o seu adjunto, Rod Rosenstein, ou ainda por ter demitido o então diretor da polícia federal (FBI), James Comey, em maio de 2017.

Lusa

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