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Cientistas escalam o Evereste para estudar efeitos da poluição nas montanhas e glaciares

HANS EDINGER

Equipa vai passar os próximos dois meses a recolher gelo, neve e vegetação.

Uma equipa de cientistas norte-americanos viajou hoje para Katmandu, no Nepal, para estudar os efeitos da poluição nas montanhas dos Himalaias e nos glaciares, que estão a derreter devido ao aquecimento global.

O cientistas John All lidera a equipa

O cientistas John All lidera a equipa

meri.wwu.edu

A equipa liderada por John All, da Universidade Western Washington, planeia passar os próximos dois meses na região a recolher amostras e a estudar o gelo, a neve e a vegetação.

Em maio, os membros da equipa vão tentar escalar o Evereste, a montanha mais alta do mundo, e o monte Lhotse.

A equipa pretende partilhar as amostras, dados e estudos com universidades locais e agências governamentais no Nepal para comparar com as amostras recolhidas em 2009.

Os cientistas planeiam estudar a cor e o conteúdo mineral da neve e do gelo em altitudes mais elevadas das montanhas e recolher plantas no sopé da montanha.

"Queremos perceber como as alterações climáticas afetaram a vegetação e a disponibilidade de água e neve para população local", disse John All à Associated Press antes de viajar para o Nepal.

A equipa vai usar instrumentos para refletir a luz dos glaciares para determinar se há poluição à superfície.

"Quanto mais poluição houver, mais poluição será acumulada e mais absorção de luz haverá e, portanto, maior impacto nos glaciares", disse.

Uma equipa liderada pelo professor John All esteve no Nepal em 2014 numa viagem de pesquisa que acabou por ser interrompida devido à morte de 16 guias nepaleses numa avalanche.

John All caiu de uma altura de 22 metros numa fenda de uma montanha, tendo partido costelas e o braço direito, mas conseguiu arrastar-se para fora e foi resgatado na manhã seguinte.

Lusa