Os ministros do Interior do grupo das sete maiores economias mundiais (G7) adotaram esta sexta-feira compromissos comuns de combate ao tráfico de migrantes, numa declaração final escrita.
Após uma reunião em Paris, os países do G7 concordaram em reforçar mecanismos de segurança global, especialmente para combater o tráfico de pessoas e, em particular, de migrantes, num documento que sintetiza as principais conclusões do encontro.
De acordo com os ministros do Interior dos países do G7, tem aumentado a necessidade de facilitar o acesso a abrigos, para refugiados, bem como aplicar regras de retorno forçado para os migrantes em situação ilegal.
Os responsáveis pela segurança interna dos países de economias mais desenvolvidas trataram ainda do tema dos combatentes estrangeiros que se juntaram aos militantes do grupo jihadista Daesh, na Síria e no Iraque, procurando dirimir divergências entre os sete países.
Os EUA insistem em que os países retomem os cidadãos que procuraram o Daesh, enquanto alguns países da Europa Ocidental, como a França, recusam essa estratégia e defendem que esses cidadãos enfrentem os tribunais, para serem julgados pelos seus crimes.
Apesar dessas diferenças, o ministro do Interior da França, Christophe Castaner, fez um balanço positivo da reunião, preferindo salientar os pontos de convergência conseguidos em matérias sensíveis de segurança global.
À margem da reunião do G7 em Paris, o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Jeremy Hunt, lançou uma campanha de liberdade de Imprensa, ao lado da advogada internacional de Direitos Humanos Amal Clooney.
Hunt disse esta sexta-feira que este tema é de "relevância global", após o assassínio do jornalista Jamal Khashoggi, no consulado da Arábia Saudita em Istambul, em outubro passado, durante aquele que foi o ano mais mortífero para os jornalistas (com 99 mortos reportados).
O responsável pelas Relações Exteriores do Reino Unido disse que "os países precisam de se unir para tornar um tabu internacional (...) assassinar, prender ou deter jornalistas por fazerem o seu trabalho".
Lusa
