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Polícia de Londres detém mais de mil pessoas nas manifestações pelo clima

Simon Dawson

Os protestos, conhecidos como "Rebelião contra a Extinção", começaram na passada segunda-feira.

A Polícia de Londres anunciou que deteve até às 10:00 horas desta segunda-feira 1,065 pessoas envolvidas nas manifestações pelo clima, que duram há uma semana, e confirmou que os principais pontos de perturbação estão controlados.

Num comunicado, as autoridades londrinas esclarecem que estão em "contacto frequente" com os organizadores das manifestações, os ecologistas "Rebelião contra a Extinção", "para assegurar que a grave perturbação dos londrinos chegue ao fim o mais depressa possível".

A Polícia de Londres confirmou que a ponte Waterloo foi reaberta e que a sempre movimentada rua de Oxford e a praça do Parlamento foram reabertos no domingo, embora haja ainda presença policial nestas três áreas da cidade.

De acordo com o comunicado hoje divulgado, a Polícia acusou formalmente 53 das 1,065 pessoas detidas durante os vários dias de manifestação.

Os protestos, conhecidos como "Rebelião contra a Extinção", começaram na passada segunda-feira, dia 15, e paralisaram, em alguns momentos, zonas de Londres, com manifestações pacíficas na Ponte de Waterloo, Oxford Circus e outros locais emblemáticos.

Os manifestantes voltaram à rua no sábado, apelando ao governo britânico para que eleja o combate às alterações climáticas como a sua principal prioridade.

A polícia londrina abordou os manifestantes de forma cautelosa, em vez de recorrer ao uso de força, afirmando que respeita o direito aos protestos pacíficos.

Mesmo assim, foram obrigados a requisitar 200 agentes adicionais às forças vizinhas para controlar a situação e vários polícias tiveram de cancelar as suas folgas.

O protesto "Rebelião contra a Extinção", que já admitiu estender os protestos por duas semanas, pretende que o Governo de Theresa May declare o estado de emergência climática e ecológica, reduza as emissões de CO2 a zero até 2025 e crie um grupo de trabalho para abordar o aquecimento global.

Lusa