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Julgamento de Harvey Weinstein, acusado de vários crimes sexuais, adiado

JUSTIN LANE / EPA

Início três meses mais tarde que o previsto.

O julgamento contra o produtor norte-americano Harvey Weinstein, acusado de vários crimes sexuais, incluindo violação, foi adiado para o dia 09 de setembro, depois de uma sessão que decorreu na sexta-feira à porta fechada, em Nova Iorque.

O juiz James Burke anunciou que o início do julgamento, inicialmente marcado para 03 de junho, começará a 09 de setembro, com a equipa de defesa do advogado a estimar que o processo dure cerca de um mês, após a escolha de um júri.

Burke tomou a decisão de manter a audiência desta sexta-feira à porta fechada, após um pedido do Ministério Público e da defesa de Weinstein, e apesar da oposição da comunicação social, que defendeu que a sessão devia ser pública.

Na audiência de sexta-feira foi necessário determinar quantas testemunhas e provas de supostas vítimas de Weinstein, que não fazem parte da acusação porque os crimes já prescreveram, serão chamados a depor durante o julgamento pelo Ministério Público, para influenciar a alegada conduta do produtor.

O Ministério Público disse que pediu a audiência à porta fechada para proteger o direito de Weinstein a um julgamento justo, bem como para impedir que as identidades das mulheres que o acusam de assédio fossem expostas.

Já o juiz Burke enfatizou que o material da sessão "é prejudicial ao acusado e altamente incendiário".

Harvey Weinstein, 67 anos, está acusado de ter violado uma mulher em 2013 e de tentado forçar um ato sexual com outra mulher em 2006.

O produtor norte-americano, que se declara inocente, entregou-se a 25 de maio de 2018 às autoridades em Nova Iorque, no âmbito de uma investigação judicial sobre agressões e abuso sexual, tendo saído em liberdade com pulseira eletrónica, depois de pagar uma caução de um milhão de dólares (864 mil euros).

No total, mais de uma centena de mulheres testemunhou que o produtor de Hollywood tinha abusado sexualmente delas, um escândalo que desencadeou a campanha #MeToo, que levou à queda de centenas de homens em lugares de poder de numerosos setores.

Depois das primeiras denúncias, Harvey Weinstein foi afastado da empresa norte-americana Weinstein Company, que cofundou, e banido de várias associações, nomeadamente da Academia de Cinema dos Estados Unidos, que atribui os Óscares.

Lusa

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