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Chuva forte inunda bairros de Pemba “até à cintura”

António Silva / Lusa

Algumas aldeias a norte parece terem sido arrasadas por uma máquina, diz representante da ONU em Moçambique.

Alguns bairros de Pemba, capital provincial de Cabo Delgado, Norte de Moçambique, estão inundados devido à chuva forte que cai desde a madrugada, três dias depois do ciclone Kenneth atingir a região.

Nalguns bairros "há água até à cintura", disse uma fonte das equipas de socorro das Nações Unidas que a par do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) estão a caminho de alguns dos bairros mais precários da cidade, tais como Paquite, Ingonane e Hinos.

É necessário "prestar auxílio" a residentes em perigo, disse um dos elementos à Lusa.

Algumas das principais artérias da cidade estão submersas sendo quase impossível circular nalguns locais.

O ciclone Kenneth dissipou-se no sábado, mas a depressão atmosférica que gerou tem continuado a provocar chuva com intensidade em diversas zonas das províncias de Cabo Delgado e Nampula.

Pemba tinha escapado à entrada do ciclone em terra, na quarta-feira, mas o pior acabou por chegar hoje.

No início da madrugada, o vento começou a soprar com intensidade, amainando de seguida para dar lugar à chuva forte, acompanhada de trovoadas.

Algumas aldeias a norte parece terem sido arrasadas por uma máquina

"Vimos do ar algumas das aldeias que ficaram no olho do ciclone e foram totalmente arrasadas. Parece que foram esmagadas por uma máquina de compactar", referiu Gema Connell, chefe do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitário (OCHA) para África Austral e Oriental.

"As pessoas pedem abrigo, água e comida. Estamos a trabalhar com o Governo, sob coordenação do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), para dar assistência a esta operação", referiu.

A prioridade da assistência passa por "tudo fazer" nas próximas 24 horas para "levar mantimentos às comunidades e saber tudo o que se passa no terreno"

Saviano Abreu / EPA

O ciclone Kenneth foi o primeiro, desde que há registos, a atingir o Norte de Moçambique, onde provocou cinco mortos, segundo números oficiais e numa altura em que ainda decorrem levantamentos em zonas mais remotas.

Quase 3.500 casas foram parcial ou totalmente destruídas, pelo menos 16 mil pessoas foram afetadas pelo ciclone e há mais de 18 mil pessoas em 22 centros de acomodação.

Com Lusa

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