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Trump acredita que Kim Jong-Un "nada vai fazer" para comprometer potencial de Pyongyang

Leah Millis

A Coreia do Norte lançou este sábado vários mísseis de curto alcance.

O Presidente dos Estados Unidos da América desvalorizou este sábado o lançamento, por parte da Coreia do Norte, de vários mísseis de curto alcance, considerando que o líder norte-coreano "nada vai fazer" para comprometer "o grande potencial económico" do país.

Esta posição foi transmitida por Donald Trump numa mensagem na sua página oficial na rede social Twitter.

"Tudo é possível neste mundo muito interessante, mas eu acredito que Kim Jong-Un compreende plenamente o grande potencial económico da Coreia do Norte, e nada vai fazer para interferir ou acabar com ele", escreveu o Presidente norte-americano.

Na opinião de Trump, o líder norte-coreano não vai recuar.

"Ele também sabe que eu estou com ele e não quer quebrar a promessa que me fez. Será alcançado um acordo!", continua o texto.

A Coreia do Norte lançou hoje vários mísseis de curto alcance, um segundo teste com armas táticas em menos de um mês, informaram fontes militares sul-coreanas.

De acordo com o comunicado oficial do chefe do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, divulgado pela agência noticiosa sul-coreana Yonhap, o regime de Pyongyang "disparou vários mísseis" da cidade de Wonsan, na costa leste da Coreia do Norte.

Embora, de início, as autoridades sul-coreanas só tivessem registado um lançamento, às 09:06 (01:00 em Lisboa), nos seguintes vinte minutos foram registados vários mísseis que viajaram entre 70 e 100 quilómetros por hora, segundo a nota oficial.

"Os nossos militares estão a acompanhar de perto os movimentos da Coreia do Norte" em "estreita coordenação com os Estados Unidos", acrescenta a nota.

No dia 18 de abril, o regime de Pyongyang informou que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, havia supervisionado um teste de uma nova arma tática no dia anterior.

A reação do Pentágono na altura foi dizer que a ação não alterava nem a sua postura, nem as suas operações, indicou a agência espanhola Efe.

Um porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano disse mais tarde que se tratava de um teste com um sistema de mísseis para combate terrestre.

Os lançamentos de hoje dos mísseis acontecem pouco mais de uma semana depois da cimeira entre Kim Jong-un e do Presidente russo, Vladimir Putin, em Vladivostok.

"Os Estados Unidos adotaram uma atitude de má-fé" na segunda cimeira entre o líder norte-coreano e o Presidente dos EUA, Donald Trump, em fevereiro, disse Kim a Putin no encontro, segundo a KCNA.

A Coreia do Norte tem exigido que cessem "totalmente" as sanções que a ONU impôs ao regime de Pyongyang devido aos testes nucleares e balísticos iniciados em 2006.

A Casa Branca, no entanto, mantém a posição de não ceder a essa pressão enquanto Pyongyang não tomar medidas concretas para desmantelar o seu arsenal nuclear.

Numa segunda mensagem na mesma rede social, publicada momentos depois, o Presidente dos EUA também se mostrou otimista quanto à relação entre Washington e Moscovo, tendo adiantado que chamada telefónica que manteve na sexta-feira com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi "muito boa".

Os presidentes dos EUA e da Rússia discutiram na sexta-feira a situação na Venezuela durante uma conversa telefónica, confirmaram os porta-vozes dos dois líderes.

Na opinião de Donald Trump, existe um "tremendo potencial para uma boa/ótima relação com a Rússia, apesar do que se lê e vê na imprensa das 'fakenews'".

"O mundo pode ser um local melhor e mais seguro. Que bom!", remata Trump.

Lusa

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