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Falhado o acordo comercial EUA - China, Trump agrava taxas

Steve Helber

O Presidente dos Estado Unidos da América ordenou o aumento das taxas alfandegárias para praticamente todos os produtos chineses importados. Pequim fala em "reviravolta normal nas negociações"

Andrew Harnik

O vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, afirmou, esta sexta-feira, em Washington, que as negociações comerciais com os Estados Unidos vão continuar em Pequim, numa data a acordar, apesar dos obstáculos.

"As negociações não falharam, pelo contrário, (os obstáculos são) uma reviravolta normal nas negociações (...) é inevitável" entre os dois países, disse Liu em declarações à imprensa chinesa, após uma ronda de conversações comerciais na capital norte-americana.

As conversações terminaram horas depois do início do aumento de tarifas a mais de 5.000 produtos chineses.

A partir de sexta-feira, as tarifas aplicadas a esses produtos aumentaram de 10% para 25%, uma taxa que agora afeta quase metade das importações vindas da China.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que o aumento das tarifas vai fortalecer os Estados Unidos.Por sua vez, a China lamentou profundamente a decisão dos Estados Unidos e já anunciou que vai ter que tomar "as medidas necessárias" para responder, sem esclarecer quais serão.