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Professora pediu expulsão de alunos imigrantes ilegais e foi despedida

Martin Acosta

Caso aconteceu nos Estados Unidos da América.

Uma professora norte-americana foi despedida depois de enviar várias publicações ao Presidente Donald Trump, através do Twitter, que não só denunciavam a presença de alunos imigrantes ilegais na escola onde lecionava no Texas, como também pedia a expulsão destes.

A professora ensinava inglês numa escola pública, em Fort Worth. No mês passado, recorreu às redes sociais para reclamar sobre os "estudantes mexicanos ilegais" e pedir a proteção da sua identidade ao denunciar o caso.

As publicações

"O Texas não protege aqueles que fazem denúncias. Os mexicanos recusam-se a honrar a nossa bandeira."

Esta foi uma das publicações feitas numa conta do Twitter que, entretanto, foi apagada, segundo a BBC. O que a professora não percebeu é que as suas mensagens eram públicas e qualquer pessoa poderia ler.

Georgia Clark foi despedida esta terça-feira, mas terá 15 dias para recorrer da decisão.

Os tweets feitos pela conta @Rebecca1939 começaram há cerca de três semanas, nos quais sugeria que deveria haver alguém na escola para "investigar ativamente e expulsar os (alunos) ilegais que estão na rede pública de ensino".

As publicações foram dirigidas ao Presidente dos Estados Unidos da América.

"Qualquer coisa que pudesse fazer para retirar os estudantes ilegais de Fort Worth seria muito bom."

A professora chegou mesmo a deixar o seu contacto e o nome verdadeiro.

As consequências

Esta semana, o conselho administrativo da escola reuniu-se a aprovou com unanimidade o despedimento de Georgia Clark. Segundo a emissora britânica, a reunião surgiu após protestos de imigrantes e grupos de defesa dos direitos de imigrantes, que exigiram uma ação contra a professora.

O grupo de defesa dos imigrantes United Fort Worth criticou a professora de inglês e disse que esta queria "transformar as salas de aula numa zona de deportação".

Após a reunião, o diretor do agrupamento de escolas elogiou a decisão do conselho pelo apoio aos estudantes. Kent Scribner disse ainda que o objetivo do agrupamento de escolas de Fort Worth é tratar cada um dos alunos com "dignidade e respeito".

Em 1982, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos determinou que as escolas públicas são obrigadas a educar as crianças, independentemente da sua situação de imigração.

As escolas estão mesmo proibidas de perguntar aos encarregados de educação sobre estas situações ou denunciar famílias às autoridades.

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