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Trump adia por duas semanas operação de deportação de imigrantes ilegais

Jose Luis Gonzalez

O anúncio surge após a presidente da Câmara dos Representantes apelar a Trump para que suspendesse a operação.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, revelou este sábado que vai adiar uma operação de deportação de imigrantes ilegais a residir nos Estados Unidos, incluindo famílias, indicando que vai dar tempo aos congressistas norte-americanos para encontrarem soluções para as fronteiras.

O anúncio ocorre depois de a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, apelar a Trump na passada sexta-feira para que suspendesse a operação.

"A pedido dos democratas, adiei o Processo de Remoção da Imigração Ilegal (deportação) por duas semanas para ver se democratas e republicanos conseguem entender-se numa solução" para as questões relacionadas com os problemas de imigração na fronteira sul dos Estados Unidos, anunciou o chefe de Estado norte-americano na rede social 'Twitter'. "Caso contrário, as deportações começam", acrescentou.

Os congressistas norte-americanos estão a considerar um financiamento de 4,6 mil milhões de dólares (4,04 mil milhões de euros) para auxílio às agências que operam na fronteira sul dos Estados Unidos a gerirem um cada vez maior número de migrantes que atravessa a fronteira. A medida passou numa comissão com uma votação de 30 votos favoráveis e um contra.

O senado norte-americano deverá assumir a redação da lei, que terá que ser aprovada antes de Senado e Câmara dos Representantes irem para férias de verão na próxima semana.

Pelosi, que terá telefonado a Trump na passada sexta-feira, de acordo uma fonte anónima citada pela agência Associated Press, respondeu ao anúncio do Presidente, também através do 'Twitter', dizendo-lhe que o adiamento "é bem-vindo" e que "é preciso tempo para uma reforma abrangente da imigração. As famílias devem ficar unidas".

Três fontes da administração afirmaram à AP que a operação teve que ser adiada em face de preocupações relativamente à segurança dos próprios agentes da imigração, depois de vários detalhes sobre a operação terem sido divulgados pela comunicação social.

A operação, que deveria começar no domingo, era dirigida a pessoas com ordens finais de deportação, incluindo famílias cujos casos de imigração foram analisados por juízes em processos sumários.

Lusa