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Aplicação "aterrorizante" despia pessoas em fotografias

Robert Galbraith

Aplicação era capaz de criar uma fotografia falsa, usando como base a imagem da vítima com roupa.

Uma aplicação, que afirmava ser capaz de remover as roupas de fotografias de mulheres, foi descontinuada pelos próprios criadores após se tornar viral.

De forma generalizada, a aplicação era capaz de criar, com diferentes graus de realismo, uma fotografia falsa de qualquer mulher, usando como base a imagem da vítima com roupa. A tecnologia utilizada é semelhante aos chamados 'deepfakes', que manipulam vídeos, e que é muito utilizada no negócio da pornografia.

Depois de se ter tornado viral, os criadores do software decidiram acabar com a aplicação, que já tinha sido analisada por várias revistas de tecnologia. Apesar de as imagens produzidas aparecerem com uma marca de água, que revelava que tinha sido gerada pela aplicação, vários especialistas afirmaram que era muito fácil retirá-la.

Algumas das imagens produzidas pela aplicação, que apenas funciona com fotografias de mulheres, eram utilizadas posteriormente para criar perfis falsos nas redes sociais, escreve a BBC.

Os programadores alegam que não tinham criado a plataforma com este objetivo e, por isso, decidiram descontinuá-la e não desenvolver mais atualizações. No Twitter, disseram que "o mundo ainda não está preparado".

"A probalidade de as pessoas abusarem é muito alta. (...) Não queremos ganhar dinheiro desta maneira", alegam.

Quem comprou a aplicação irá receber um reembolso, asseguram os programadores, acrescentando que quem tivesse uma cópia das imagens não a deveria partilhar.

Em declarações à Motherboard, uma plataforma de notícias de tecnologia, Katelyn Bowden, fundadora do grupo anti-vingança 'Badass', disse que a aplicação é "aterrorizante".

"Agora qualquer um pode ser vítima de pornografia sem nunca ter tirado uma foto nu", explicou.

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