Mundo

Olli Rehn também saiu da corrida ao FMI em nome de um "amplo consenso"

A retirada de Rehn reduziu a disputa pela designação como candidato europeu à sucessão de Christine Lagarde na liderança do FMI a dois candidatos.

O governador do banco central finlandês, Olli Rehn, anunciou hoje que retirou a sua candidatura à liderança do Fundo Monetário Internacional (FMI) para facilitar um "amplo consenso" em torno de um candidato europeu.


"A União Europeia está prestes a votar o candidato europeu para diretor-geral do FMI. É um trabalho excecionalmente significante e motivador. Contudo, nesta etapa, retiro o meu nome da votação para que possamos alcançar um amplo consenso para o candidato europeu e um apoio mundial", escreveu o político finlandês na sua conta na rede social Twitter.


A retirada de Rehn reduziu a disputa pela designação como candidato europeu à sucessão de Christine Lagarde na liderança do FMI a dois candidatos, o holandês Jeroen Dijsselbloem, antigo presidente do Eurogrupo, e a búlgara Kristalina Georgieva, atual 'número dois' do Banco Mundial.


O antigo comissário europeu dos Assuntos Económicos, conhecido por ser um defensor da austeridade durante a sua etapa na Comissão Europeia (2010-2014) e por ter 'desenhado' os resgates financeiros de Portugal, Grécia e Irlanda, seguiu o exemplo da ministra espanhola da Economia, Nadia Calviño, que depois da primeira votação, e da ausência de uma maioria em favor de um dos candidatos, decidiu retirar a sua candidatura.


O ministro das Finanças português e presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, foi o primeiro a retirar o seu nome da votação, na quinta-feira, alegando também que o fazia para facilitar o consenso europeu.


Uma segunda ronda de votação está, neste momento, a decorrer, depois de a primeira, que começou às 07:00, não ter 'fechado' o processo.
A votação, feita por correio eletrónico, está a decorrer segundo as regras europeias de maioria qualificada, que estipulam que o eleito tem de recolher o apoio de 55% dos países-membros representando pelo menos 65% da população da UE.


Incumbido pelos seus colegas europeus de coordenar as conversações para designar um candidato europeu à sucessão da francesa Christine Lagarde, o ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire, constatou na quinta-feira que não havia um consenso entre os 28 sobre qual o nome a indicar para a liderança do FMI, tendo decidido abrir uma votação a decorrer hoje.


Desde a sua criação, em 1944, aquela instituição foi sempre dirigida por um europeu, enquanto o Banco Mundial foi sempre liderado por um americano.


Lagarde, a primeira mulher a liderar o FMI, deixa o cargo para substituir Mario Draghi como presidente do Banco Central Europeu (BCE).

Lusa