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Petroleiro iraniano demasiado grande para entrar num porto na Grécia

Marcos Moreno

A embarcação tinha sido apresada em Gibraltar no início de julho, acusada de violar as sanções da União Europeia contra a Síria.

O petroleiro iraniano "Adrian Darya", suspeito de transportar petróleo para a Síria e que os EUA pretendem apresar, é "demasiado grande" para entrar num porto grego, considerou esta quarta-feira o ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros do governo helénico, Miltiadis Varvitsiotis.

A embarcação, anteriormente batizada "Grace 1", tinha sido apresada em Gibraltar no início de julho, acusada de violar as sanções da União Europeia (UE) contra a Síria, por alegadamente transportar 2,1 milhões de barris de petróleo para aquele país árabe, o que Teerão sempre rejeitou.

"O petroleiro do tipo VLCC [sigla em inglês para Transporte de Crude Muito Grande] tem a bordo 130 mil toneladas de petróleo e que tinha indicado o porto grego de Kalamata como destino, é demasiado grande para largar ancora num porto grego", declarou Varvitsiotis, numa entrevista à estação de televisão privada grega ANT1.

"Se o petroleiro entrar em águas gregas, apenas poderá lançar âncora ao largo. Nessa altura avaliaremos a situação", acrescentou.

Atenas "não quer de maneira nenhuma facilitar o transporte de petróleo para a Síria", insistiu o ministro-adjunto, sublinhando que as autoridades gregas estavam "sob pressão" dos Estados Unidos.

"Houve mensagens muito claras das autoridades norte-americanas", que pretendem que o petroleiro seja novamente apresado.

Miltiadis Varvitsiotis evocou a importância da "segurança no mar de Omã e no estreito de Ormuz", que liga os golfos de Omã e Pérsico, onde "numerosas embarcações gregas transportam petróleo".

Armadores gregos são proprietários da maior parte da frota comercial mundial.

Na quinta-feira passada, o Tribunal de Gibraltar decidiu libertar o petroleiro que estava retido desde o início de julho tendo os Estados Unidos pedido para o navio ser apresado novamente devido a alegadas violações das sanções aplicadas a Teerão.

Lusa