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Espanha volta a emitir uma ordem de captura contra Puigdemont

Yves Herman

A decisão foi tomada poucas horas depois de o Tribunal Supremo espanhol ter decretado a sentença sobre o "Processo" da Catalunha que condenou nove acusados pelo crime de sedição.

O juiz espanhol Pablo Llarena emitiu hoje uma ordem europeia de detenção e entrega contra o ex-presidente do governo regional da Catalunha Carles Puigdemont, que se encontra na Bélgica, disseram à EFE fontes judiciais.

As fontes judiciais disseram à agência de notícias espanhola, EFE, que o juiz "ativou o mecanismo para solicitar a entrega do ex-presidente da Generalitat"

Durante a instrução do caso, a Alemanha rejeitou a extradição de Carles Puigdemont, durante uma deslocação do ex-presidente da Generalitat ao país.

O Tribunal Supremo condenou hoje os principais dirigentes políticos envolvidos na tentativa de independência da Catalunha a penas que vão até 13 anos de prisão.

O ex-vice-presidente da Generalitat, Oriol Junqueras, foi condenado, por unanimidade, a 13 anos de cadeia por delito de sedição e má gestão de fundos públicos.

Foram condenados a 12 anos de cadeia os ex-conselheiros Jordi Turull (ex-conselheiro da Presidência), Raul Romeva (ex-conselheiro do Trabalho) e Dolors Bassa (ex-conselheira para as Relações Exteriores) por delitos de sedição e má gestão.

O antigo titular do cargo de conselheiro do Interior Joaquim Forn e Josep Rull (Território) foram condenados a 10 anos de cadeia.
Jordi Cuixart, responsável pela instituição Òmnium Cultural, foi condenado a nove anos de prisão por sedição.

Os factos reportam-se a 2017, sendo que os magistrados entendem que os acontecimentos de setembro e outubro do mesmo ano constituíram sedição, visto que os condenados mobilizaram os cidadãos num "levantamento público e tumultuoso" para impedir a aplicação direta das leis e obstruir o cumprimento das decisões judiciais.

"Os acontecimentos do dia 01 de outubro não foram apenas uma manifestação ou um protesto. Foi um levantamento tumultuoso provocado pelos acusados", referem os juízes do Supremo espanhol.

Lusa