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Acidente com o Boeing 737 Max da Lion Air "causado por uma série de falhas"

Beawiharta Beawiharta

Várias falhas na origem do acidente do Boeing 737 Max da Lion Air que, em outubro do ano passado, matou 189 pessoas na Indonésia.

Os investigadores apontam falhas ao aparelho e aos pilotos. De acordo com o relatório, o avião deveria ter aterrado após uma primeira falha e um dos pilotos não estava familiarizado com os procedimentos.

O avião mergulhou no mar de Java apenas 13 minutos após levantar voo, em 29 de outubro de 2018.Segundo o Comité Nacional de Segurança em Transportes da Indonésia, o sistema automatizado, conhecido como MCAS, contava com um único sensor de "ângulo de ataque" que fornecia informações erradas, empurrando automaticamente o nariz do avião para baixo.

O relatório também identificou falhas anteriores, como o facto de o avião - que tinha começado a ser usado há apenas dois meses - ter tido problemas nos últimos quatro voos, incluindo um, no dia anterior ao acidente fatal.

O documento revela ainda que faltavam mais de 30 páginas no registo de manutenção do avião e sugere que, um sensor crucial comprado numa oficina na Florida, não foi testado adequadamente.

O avião está proibido de circular no espaço aéreo, depois de registar dois acidentes fatais em apenas cinco meses.

A Boeing, entretanto, atualizou o software do 737 MAX.

346 pessoas mortas em dois acidentes

No passado dia 10 de março, um Boeing 737-8 MAX, da Ethiopian Airlines, despenhou-se pouco depois de descolar de Adis Abeba, Etiópia. Nenhuma das 157 pessoas que estavam a bordo do avião sobreviveu.

Este acidente ocorreu cerca de cinco meses depois de um outro Boeing 737 Max da companhia Lion Air ter caído na Indonésia cerca de 12 minutos após a descolagem e por causa de falhas técnicas, de acordo com os dados recolhidos de uma das caixas negras do aparelho.

A Boeing informou recentemente que os seus resultados caíram 51% no terceiro trimestre, para 1,1 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros) devido, sobretudo, a um aumento dos custos com o Max.

O modelo 737 MAX está, há mais de 7 meses, proibido de levantar voo e continua sem data prevista para o regresso. A Boeing espera que isso aconteça antes do final do ano.