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Arábia Saudita põe fim à segregação de mulheres e homens em restaurantes

Hamad I Mohammed / Reuters

Discriminação impunha entradas diferentes e telas a separar os géneros.

A Arábia Saudita acabou com a exigência de entradas separadas em restaurantes para homens e mulheres e com a separação entre sexos à mesa.


Até agora era obrigatório ter uma entrada para famílias e mulheres e outra para homens sozinhos. Na prática, as restrições já não eram observadas, com muitos restaurantes e cafés a não fazerem distinções.

A Arábia Saudita tem vindo a pôr em prática uma série de reformas sociais nos últimos anos.

No início deste ano, um decreto real permitiu que as mulheres sauditas viajassem para o estrangeiro sem a permissão de um tutor masculino e, em 2018, o reino do Golfo acabou com a proibição de décadas de as mulheres não poderem conduzir.

Mas os ativistas reclamam que muitas leis discriminatórias contra as mulheres permanecem em vigor e vários defensores dos direitos das mulheres têm sido detidos.

No domingo, o ministério dos municípios disse que os restaurantes não precisam de manter as entradas separadas por sexo. Caberá agora a cada estabelecimento decidir.

Até agora, dentro de restaurantes, famílias e mulheres eram geralmente isoladas e separadas dos homens por telas.

Desde que Mohammed bin Salman foi corado príncipe herdeiro em 2017, tem vindo a tomar medidas para abrir a sociedade extremamente conservadora da Arábia Saudita.

Estas reformas têm sido elogiadas pela comunidade internacional, mas também têm sido acompanhadas por uma onda de repressão.

O assassínio do jornalista saudita Jamal Khashoggi em 2018 no consulado do reino em Istambul foi condendo internacionalmente, mas os principais líderes mundiais, incluindo o presidente dos EUA, Donald Trump, mantêm o apoio à Arábia Saudita.

As autoridades sauditas afirmam que Khashoggi, crítico do governo de Riade, foi morto numa "operação desonesta". Mas muitos críticos acreditam no contrário e um especialista da ONU concluiu que a morte foi uma "execução extrajudicial".