Mundo

"Eu morreria no Japão se não fugisse"

"Eu morreria no Japão se não fugisse"

Na primeira aparição pública depois de fugir para o Líbano, o ex-presidente da Renault-Nissan Carlos Ghosn defendeu a sua inocência numa conferência de imprensa em Beirute.

O magnata deposto do setor automóvel garante que não teve "outra escolha" senão fugir do Japão, onde é acusado nomeadamente de desfalques financeiros, acusação que considerou hoje "não ter fundamento".

À frente de mais de uma centena de jornalistas, Ghosn declarou que era um "presumível culpado" no Japão, assegurando que a decisão de fugir do país "tinha sido a mais difícil da sua vida".

Depois de ter sido detido em novembro de 2018 no Japão, Ghosn estava em liberdade sob fiança desde 25 de abril de 2019, com as comunicações e movimentos restringidos e a proibição de sair do país asiático.

O ex-responsável da Renault-Nissan, de 65 anos, afirmou que hoje pode falar "livremente" pela primeira vez e agradeceu às autoridades libanesas "não terem perdido a fé" em si próprio, que tem a nacionalidade do país árabe, a francesa e a brasileira.

Ghosn deveria ser julgado no Japão em abril.