O líder histórico do partido de esquerda espanhol Esquerda Unida (IU), Julio Anguita, morreu hoje em Córdova, aos 78 anos.
O político morreu às 11:00 no Hospital Rainha Sofia de Córdova, onde tinha sido internado há uma semana depois de sofrer uma paragem cardíaca em casa.
Nestes sete dias, Julio Anguita esteve internado em estado crítico na unidade de cuidados intensivos.
Conhecido em Espanha como 'o califa vermelho', pelos resultados eleitorais que obteve em Córdova, cidade de que foi presidente da câmara entre 1979 e 1986, Julio Anguita apareceu pela última vez em público há menos de duas semanas, a 4 de maio, num vídeo divulgado na internet em que fazia um apelo à serenidade e racionalidade em plena pandemia de covid-19.
"Nestes momentos de crispação, é necessária serenidade, reflexão e ponderação. O amanhã vai ser definido pela forma como vamos sair do hoje", disse.
Sánchez recorda “defesa incansável” de Julio Anguita pela justiça social
O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, lamentou hoje a morte do líder histórico da Esquerda Unida (IU), Julio Anguita, elogiando-o pela “maneira incansável” como defendeu a “igualdade e a justiça social”.
“Lamento profundamente a morte de Julio Anguita. Um homem coerente, honesto, sempre crítico, que defendeu, de maneira incansável, a igualdade e a justiça social”, escreveu o primeiro-ministro de Espanha na sua conta oficial no Twitter.

