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Morreu John Lewis, líder do movimento dos direitos cívicos nos EUA

Lewis é o mais novo e o último sobrevivente do movimento de defesa dos direitos cívicos, liderado pelo reverendo Martin Luther King Jr.

John Lewis, membro do Congresso norte-americano, defensor da não-violência e dos direitos cívicos nos Estados Unidos, o mais novo e o último sobrevivente do movimento de defesa dos direitos cívicos, liderado pelo reverendo Martin Luther King Jr., morreu aos 80 anos, devido a um cancro no pâncreas, a 18 de julho.
John Lewis, membro do Congresso norte-americano, defensor da não-violência e dos direitos cívicos nos Estados Unidos, o mais novo e o último sobrevivente do movimento de defesa dos direitos cívicos, liderado pelo reverendo Martin Luther King Jr., morreu aos 80 anos, devido a um cancro no pâncreas, a 18 de julho.
POOL New

John Lewis, membro do Congresso norte-americano, defensor da não-violência e dos direitos cívicos nos Estados Unidos, morreu aos 80 anos, devido a um cancro no pâncreas, anunciou a Câmara dos Representantes.

"Hoje, a América lamenta o desaparecimento de um dos maiores heróis da história do país", escreveu a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, num comunicado divulgado na sexta-feira.

John Lewis foi eleito para a Câmara dos Representantes em 1986.

"Que a sua memória seja uma inspiração e nos leve a todos, perante a injustiça, a criar 'bons problemas e problemas necessários'", acrescentou Pelosi, numa referência a uma das frases mais usadas pelo antigo camarada de Martin Luther King.

O líder que "pôs a vida em risco para lutar contra o racismo"

Numa declaração, o antigo Presidente norte-americano Bill Clinton e a antiga secretária de Estado Hillary Clinton elogiaram Lewis, como "um gigante" que se tornou "na consciência da nação".

Também o líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell, afirmou que Lewis era um "pioneiro líder dos direitos cívicos, que pôs a vida em risco para lutar contra o racismo, promover direitos iguais e levar o país a aproximar-se mais dos princípios fundadores".

O último sobrevivente do movimento liderado por Luther King

Lewis é o mais novo e o último sobrevivente do movimento de defesa dos direitos cívicos, liderado pelo reverendo Martin Luther King Jr.

Aos 25 anos, quando liderava uma marcha pacífica, Jonh Lewis foi derrubado e agredido pela polícia, na ponte Edmund Pettus, em Selma, no estado do Alabama.

As imagens difundidas da brutalidade policial forçaram o país a encarar a opressão racial nos estados do Sul. Poucos dias depois, King liderou milhares em mais marchas no estado, levando o então Presidente norte-americano Lyndon Johnson a pressionar o Congresso para aprovar a lei que permitiu à população negra votar.

John Lewis nasceu em 21 de fevereiro de 1940, nos arredores da cidade de Troy, no Alabama. Cresceu na quinta da família e frequentou escolas públicas segregadas. Em dezembro anunciou que tinha cancro no pâncreas em estágio avançado.

Apesar do cancro, o parlamentar regressou a Washington, em junho, na sequência da morte de George Floyd às mãos da polícia de Minneapolis, para participar na mobilização do movimento Black Lives Matter contra a discriminação racial.