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UE condena violência na Bielorrússia e pede resultados exatos das eleições 

Milhares de pessoas saíram à rua para contestar a vitória de Aleksander Lukashenko, o homem que lidera o país há 26 anos.  

Na Bielorrússia, a noite foi de protestos nas ruas e o dia de condenação internacional da violência. Milhares de pessoas contestam o resultado das eleições presidenciais que dizem ser uma fraude.

A União Europeia já pediu a divulgação dos resultados exatos das eleições, condenou a violência contra os manifestantes e exigiu a libertação imediata de todos os detidos.

Alexander Lukashenko foi reeleito pela sexta vez, com 80,23% dos votos. Lukashenko tem 65 anos e está no poder desde 1994.

A grande rival de Lukashenko, a opositora Svetlana Tikhanovskaia, obteve 9,9% dos votos, de acordo com os primeiros resultados oficiais da Comissão Eleitoral bielorrussa.

Candidata da oposição pede a Lukashenko que ceda o poder

A candidata da oposição na Bielorrússia, Svetlana Tikhanovskaia, rejeitou os resultados oficiais das presidenciais de domingo e pediu ao Presidente, Alexander Lukashenko, considerado o vencedor, que ceda os comandos do país.

"O poder deve refletir como pode ceder-nos o poder. Considero-me vencedora das eleições", disse esta segunda-feira a candidata à imprensa, denunciando a repressão das manifestações de domingo à noite contra a reeleição do Presidente.