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Trump apupado enquanto rezava perante o caixão da juíza Ruth Bader Ginsburg

MICHAEL REYNOLDS

Veja o momento em que o presidente norte-americano foi apupado.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, rezou esta quinta-feira em frente do caixão da juíza progressista Ruth Bader Ginsburg, falecida na passada semana.

Usando uma máscara de proteção preta e acompanhado da mulher, Melania, Trump guardou um momento de silêncio perante os restos mortais da juíza, que é um ícone feminista e que morreu na sexta-feira, aos 87 anos.

Este gesto do Presidente surpreendeu muitos analistas, já que não é comum Trump homenagear personalidades que lhe sejam ideologicamente afastadas, como era o caso de Ginsburg.

O Presidente considerou Ginsburg uma "mulher fantástica", elogiando a sua prestação no Supremo Tribunal de Justiça, mas, ainda assim, algumas das pessoas que assistiram à visita de Trump junto do caixão da juíza apuparam-no e entoaram brevemente o cântico "Votem contra ele!".

Trump irá propor "rapidamente" um nome para o Supremo

A morte de Ruth Bader Ginsburg abriu a possibilidade de Trump nomear mais um juiz para o Supremo Tribunal, podendo deixar este órgão com uma maioria conservadora de seis contra três juízes.

Trump disse na segunda-feira que espera que a nomeação aconteça antes das eleições presidenciais, marcadas para dia 3 de novembro, e que anunciará no sábado a sua indicação do novo juiz, que o senado, onde o Partido Republicano detém a maioria dos assentos, precisa de aprovar.

Clinton recorda "uma das juízas mais extraordinárias a exercer"

O ex-Presidente Bill Clinton, que indicou Ruth Bader Ginsburg para o Supremo Tribunal em 1993, considerou-a como "uma das juízas mais extraordinárias a exercer".

Em comunicado divulgado na sexta-feira após o anúncio de sua morte, Clinton disse que Ginsburg era uma "advogada brilhante com um coração carinhoso, bom senso, devoção feroz à justiça e igualdade e coragem ilimitada em face de sua própria adversidade".

Ginsburg foi a primeira a ser escolhida para o Supremo Tribunal por um democrata em 26 anos, e Clinton disse que seus anos no tribunal "excederam até suas mais altas expectativas" quando a nomeou.