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Europa chega a acordo para avançar com sanções à Bielorrússia

Andrei Stasevich

Na Cimeira de Líderes foi também deixado um ultimato à Turquia.

Os líderes europeus chegaram, finalmente, a acordo para avançar com sanções à Bielorrússia. Do primeiro dia de cimeira sai também uma nova ameaça de sanções à Turquia, caso Ancara não pare com as provocações à Grécia e Chipre.

As relações entre a União Europeia e a Turquia dominaram o primeiro dia de conselho europeu. Da reunião sai uma oferta dupla a Erdogan: ou diálogo construtivo ou a possibilidade ou uma resposta mais musculada, incluindo sanções, caso o país não ponha fim às perfurações ilegais nas águas cipriotas e gregas.

Os 27 esperam que o presidente turco escolha a primeira opção e, em dezembro, avaliarãi se houve avanços positivos. A decisão sobre Ancara permitiu convencer Chipre a aprovar as sanções à Bielorrússia, como forma de pressionar o regime de Lukashenko.

União Europeia não reconhece Lukashenko como Presidente

A União Europeia e os Estados Unidos não reconhecem Alexander Lukashenko como Presidente legítimo da Bielorrússia.

Em comunicado, o líder da diplomacia europeia diz que as eleições de 9 de agosto não foram livres nem justas e que os resultados foram falsificados. Josep Borrell considera, por isso, que a tomada de posse de Lukashenko não reflete a vontade do povo bielorrusso.

Os Estados Unidos são da mesma opinião e apelam a um diálogo nacional e a novas eleições.

Segundo dados oficiais, Lukashenko foi reeleito com 80,1% dos votos nas eleições de 9 de agosto, resultado não reconhecido pela oposição ou pelo Ocidente e que desencadeou a maior vaga de protestos da história pós-soviética na Bielorrússia.