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Morreu Robert Fisk, o jornalista britânico que entrevistou Bin Laden várias vezes

Bassem Mroue

O jornalista tinha 74 anos.

Morreu Robert Fisk, o famoso jornalista correspondente do Médio Oriente para o jornal The Independent. Segundo o jornal britânico, Fisk tinha 74 anos e morreu em Dublin, na Irlanda, vítima de uma doença.

Fisk integrou a redação do Sunday Express e do The Times, tendo passado pela Irlanda do Norte e Portugal como correspondente. Chegou à redação do The Independent em 1989 e, durante décadas, viveu em Beirute, capital do Líbano.

No obituário publicado pelo último jornal onde trabalhou, foi considerado “o maior jornalista da sua geração” pelo atual diretor, Christian Broughton. Fisk conduziu várias entrevistas ao antigo chefe da Al Qaeda, Osama Bin Laden, na década de 1990 e conheceu o antigo ditador da Líbia, Moammar Gadhafi.

Em 2005, o The New York Times considerou-o “provavelmente o mais famosos correspondente estrangeiro na Grã-Bretanha”.

Com o começo da guerra da Síria, o jornalista foi acusado de simpatizar com o presidente Bashar al-Assad, mesmo depois dos ataques conduzidos pelo ditador contra o seu próprio povo, tendo matado dezenas de milhares de pessoas.

“Fisk era conhecido pela sua coragem a questionar as narrativas oficiais dos governos e a publicar o que ele descobria numa prosa frequentemente brilhante”, escreveu o The Independente sublinhando o seu gosto por artigos mais controversos.

Nascido em Kent, em Inglaterra, Fisk acabou por se naturalizar como Irlandês. Perante a sua morte, Michael D. Higgins, presidente da Irlanda, afirmou “o mundo do jornalismo e comentário informado no Médio Oriente perdeu um dos seus melhores comentadores”.

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