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Joe Biden assina ordem para evitar saída dos EUA da OMS

TOM BRENNER

Saída estava prevista para julho, após um processo iniciado por Donald Trump.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, assinou esta quarta-feira uma ordem executiva para evitar a saída do país da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estava prevista para julho, após um processo iniciado por Donald Trump.

Uma das primeiras ações de Biden como líder dos EUA foi deter o processo que o republicano iniciou de forma oficial, em julho de 2020, para deixar a OMS.

Donald Trump, na ocasião, também deixou de ajudar financeiramente o organismo.

Em maio de 2020, o então presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que terminou o relacionamento entre os EUA e a OMS, que acusou de ser inapta na gestão da pandemia de covid-19.

Trump vs. OMS

Donald Trump alegou que a OMS não soube responder de forma eficaz ao seu apelo para introduzir alterações no seu modelo de financiamento, depois de já ter ameaçado cortar o financiamento norte-americano a esta organização das Nações Unidas, acusando-a de ser demasiado benevolente com o Governo chinês.

"Porque falharam em fazer as reformas necessárias e requeridas, terminamos o nosso relacionamento com a Organização Mundial de Saúde e iremos redirecionar os fundos para outras necessidades urgentes e globais de saúde pública que possam surgir", disse Trump, em declarações aos jornalistas.

No início daquele mês, o presidente norte-americano tinha feito um ultimato à OMS, ameaçando cortar a ligação à organização se não fossem feitas reformas profundas na sua estrutura e no seu 'modus operandi'.

Nessa altura, Trump suspendeu temporariamente o financiamento à OMS, no valor que está estimado em cerca de 400 milhões de euros anuais, o que corresponde a 15% do orçamento da organização.

Trump acusou a OMS de ter feito uma gestão ineficaz de combate à pandemia de covid-19 e de ter sido conivente com o Governo chinês, alegando que Pequim reteve informação relevante sobre a propagação do novo coronavírus, que aumentou os riscos da crise sanitária global.