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Rússia faz várias detenções para impedir manifestações pró-Navalny

NAVALNY PRESS TEAM / HANDOUT

Protestos convocados para sábado em várias cidades são considerados "ilegais".

As autoridades russas prenderam na sexta-feira vários apoiantes do opositor preso Alexei Navalny na véspera de um dia de protestos que estão a ser planeados em todo o país.

A equipa de Navalny, detido até pelo menos 15 de fevereiro e alvo de vários processos judiciais, convocou protestos para sábado em 65 cidades russas para exigir a libertação do principal inimigo do Kremlin, reuniões "ilegais" de acordo com as autoridades.

Depois de prender vários colaboradores de Navalny na quinta-feira, a polícia continua hoje as detenções, como a coordenadora da sede do opositor em Vladivostok no Extremo Oriente, Ekaterina Vedernikova, e uma colaboradora da sede de Novosibirsk, na Sibéria, Elena Noskovets.

A equipa também relatou a prisão do coordenador de Tyumen, nos Urais, de outro colaborador do enclave de Kaliningrado e de Sergei Boyko, cuja coligação em Novosibirsk, na Sibéria, desafiou o partido Kremlin nas eleições regionais em setembro.

Na quinta-feira foram detidos Lioubov Sobol, uma figura em ascensão do movimento, e o porta-voz de Navalny, Kira Iarmych. Ambos devem comparecer hoje em tribunal por terem convocado manifestações classificadas como ilegais.

A advogada de Iarmych, Veronika Poliakova, disse à AFP que a sua cliente enfrenta 10 dias de prisão. Lioubov Sobol arrisca 30 dias de prisão, mas pode vir a ser convertida em multa simples por ter um filho pequeno.

Entre os outros apoiantes de Navalny na mira da polícia, estão Georgui Albourov, que participa das investigações anticorrupção, e Vladlen Los, advogado da organização, de nacionalidade bielorrussa, declarado persona non grata na Rússia.

A chefe da equipa de Navalny em Krasnodar, no sul da Rússia, Anastassia Pantchenko, também foi presa na quinta-feira.

Alexei Navalny foi preso no dia 17 de janeiro, ao regressar à Rússia após cinco meses de convalescença na Alemanha por suspeita de envenenamento, do qual acusou o Kremlin. Moscovo rejeita as acusações.

Vários instituições e países já apelaram à libertação imediata do opositor russo.