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Arábia Saudita nega qualquer envolvimento no assassinato de Jamal Khashoggi

Relatório dos Estados Unidos "é totalmente falso".

A Arábia Saudita nega qualquer envolvimento no assassinato, em 2018, do jornalista Jamal Khashoggi.

O governo do reino diz que o relatório dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, que acusa o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman de autorizar o homicídio do jornalista, é totalmente falso.

O Governo da Arábia Saudita rejeita totalmente as falsas e nefastas conclusões contidas no relatório sobre a liderança do reino e não pode aceitá-las em nenhum caso", referiram as autoridades sauditas, em comunicado citado pela France-Presse (AFP).

A nota acrescenta que o relatório produzido por Washington propaga "desinformação".

"É verdadeiramente lamentável que este relatório, com estas conclusões injustificadas e falsas, seja divulgado quando o reino denunciou claramente este crime hediondo e os seus líderes tomaram as medidas necessárias para garantir que tal tragédia nunca volte a acontecer", explicita ainda o comunicado do Governo saudita.

Na sexta-feira, o gabinete da diretora da Inteligência Nacional dos EUA publicou um documento em que afirma que o príncipe herdeiro Mohamed Bin Salman "aprovou a operação em Istambul, Turquia, para capturar ou matar o jornalista saudita Jamal Khashoggi".

Khashoggi, de 59 anos, residente nos Estados Unidos da América e colaborador do diário The Washington Post, era um grande crítico da família real saudita.

Em 2 de outubro de 2018 entrou no consulado saudita em Istambul do qual nunca saiu, tendo disso assassinado por um grupo de pessoas que lhe mutilaram o corpo que nunca foi recuperado.

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