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Nem a Rainha Isabel II nem o marido levantaram preocupações sobre a cor de pele do bisneto

Depois deste encontro as agendas oficiais de Harry e Meghan separam-se.

Toby Melville, Reuters

Oprah Winfrey explicou que Harry quis ter a certeza que ela "sabia que não foi a sua avó, nem o seu avô" que levantaram estas questões.

Nem a Rainha Isabel II nem o marido estiveram entre as pessoas, dentro da família real britânica, que levantaram preocupações sobre a cor de pele do filho de Meghan Markle e do príncipe Harry, afirmou esta segunda-feira Oprah Winfrey.

"Ele queria ter a certeza de que eu sabia que não foi a sua avó, nem o seu avô", indicou a apresentadora ao programa CBS This Morning, clarificando que o príncipe Harry não identificou a pessoa que trouxe o assunto à tona.

Numa entrevista de duas horas à apresentadora norte-americana, Meghan Markle contou que o seu marido lhe revelou que alguns membros da família real estavam preocupados com a cor de pele que o seu bebé teria quando estava grávida de Archie, que completa dois anos em maio.

A duquesa de Sussex disse também que o Palácio de Buckingham se recusou a conceder proteção à criança e que os membros da instituição consideraram que Archie não devia receber um título de nobreza, embora seja essa a tradição.

Já o duque de Sussex, Harry, lamentou que a família real não tivesse tomado uma posição pública contra o que ele via como cobertura racista por parte de alguma imprensa britânica.

As confidências de Meghan Markle e do príncipe Harry na entrevista a Oprah Winfrey, uma das apresentadoras mais famosas do mundo, caíram como uma bomba no Reino Unido, pintando um retrato sombrio da monarquia britânica, alvo de acusações que vão de insensibilidade até racismo.

A duquesa de Sussex disse ter tido pensamentos suicidas enquanto vivia com a família real britânica e que não recebeu qualquer apoio psicológico apesar dos repetidos pedidos.

"Eu simplesmente não queria mais viver. E esses foram pensamentos constantes, aterradores, reais e muito claros", disse Meghan Markle, culpando a cobertura agressiva dos 'media' britânicos pelo seu estado psicológico.

A norte-americana salientou que se dirigiu aos membros da instituição real para pedir ajuda e discutiu a possibilidade de tratamento médico: "foi-me dito que não podia, que não seria bom para a instituição".

Inicialmente instalados no Canadá, depois no estado norte-americano da Califórnia, em Montecito, desde março, o casal tem capitalizado a imagem de casal moderno, misto e humanitário, num país onde a opinião lhes é muito mais favorável do que em Inglaterra.

Desde a mudança, o casal criou uma fundação, a Archewell, e comprometeu-se a produzir programas para Netflix, por 100 milhões de dólares (84 milhões de euros), de acordo com vários meios de comunicação social norte-americanos, bem como 'podcasts' para o Spotify.

Além disso, foi anunciada uma parceria com a plataforma Apple TV+, em colaboração com a apresentadora norte-americana Oprah Winfrey.

Segundo o Wall Street Journal, a venda da entrevista à CBS rendeu entre sete e nove milhões de dólares (5,8 e 7,6 milhões de euros) ao canal "Oprah", que mantém no entando os direitos internacionais, uma fonte de receitas significativa, porque uma boa parte do planeta aguarda por este evento televisivo.

A entrevista com Oprah Winfrey foi a primeira do casal desde que ambos renunciaram aos deveres reais e caiu como uma bomba no Reino Unido, abalando a monarquia com pesadas acusações de racismo, insensibilidade e relações familiares tensas, observa hoje a imprensa britânica.

Para o jornal The Times, "o que quer que a família real esperasse da entrevista, foi pior".