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Polícia que atacou militar afro-americano com gás pimenta foi despedido

O momento do ataque foi registado em vídeo.

Foi despedido um dos dois agentes policiais da cidade de Windsor, no estado norte-americano da Virgínia, que atacou com gás pimenta um militar negro, durante uma operação stop. O despedimento aconteceu depois do governador Ralph Northam ter requerido uma investigação independente ao incidente.

O momento, que aconteceu em dezembro de 2020, ficou gravado em vídeo que foi divulgado pelo The New York Times: dois agentes ordenaram ao segundo tenente Caron Nazario que saísse do carro, enquanto lhe apontavam as armas. Entre as ordens é usado uma gíria para sugerir que o militar enfrenta execução.

Nazario, que é afro-americano e latino, pergunta várias vezes "o que se está a passar?" e afirma estar com medo de sair do carro. Em momento algum os polícias indicaram qual a infração cometida. O militar acaba por ser atingido por gás pimenta, ainda dentro do carro, e é depois atirado ao chão pelos oficiais. No início deste mês, o militar apresentou queixa contra os dois agentes – Joe Gutierrez e Daniel Crocker.

No relatório apresentado pelos polícias, o agente Daniel Crocker escreveu que acreditava que Nazario estava a “iludir a polícia” e que o considerou uma “operação stop de alto risco”, cita o The Guardian. Por outro lado, Jonathan Arthur, advogado do militar, recusa as afirmações e avança que Nazario estava apenas a tentar parar a viatura numa zona bem iluminada.

No seguimento dos acontecimentos, foi aberta uma investigação interna que concluiu que os agentes não seguiram o procedimento apropriado. Por isso, foi implementado um processo disciplinar sobre Gutierrez, que acabou por ser despedido. A delegação policial de Winsor já lamentou o sucedido.

“Lamentamos que eventos como estes coloquem uma luz negativa sobre a nossa comunidade. Em vez de nos desviarmos das críticas, tratámos estas questões com o nosso pessoal administrativo, estamos a alcançar as partes interessadas da comunidade para dialogar e comprometemo-nos a discutir adicionalmente no futuro”, avança a delegação em comunicado.