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Sudão aprova lei que estabelece fim de boicote a Israel com mais de 50 anos

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O pacto para a normalização das relações entre Sudão e Israel foi anunciado por Donald Trump, em novembro.

O Governo do Sudão aprovou esta segunda-feira uma lei que estabelece o fim do boicote a Israel, em vigor há mais de meio século, dando continuidade ao processo de normalização das relações entre os dois países.

"O Conselho de Soberania e o Conselho de Ministros aprovaram uma lei que revoga a legislação anterior, emitida em 1958, para boicotar Israel", disse o ministro da Justiça do Sudão, Nasr al-Din, numa declaração citada pela agência noticiosa Efe.

Esta aprovação põe fim à lei sudanesa de boicote a Israel, que proibia qualquer tipo de relação comercial com aquele país, aprovada em 1958, sob a liderança de Abdullah Khalil, leal ao partido islamista Al Umma, e que proibia qualquer forma de comunicação com Israel -- contratual, pessoal ou através de intermediários.

O veto afetava pessoas singulares ou coletivas que trabalhassem para Israel e empresas estrangeiras com filiais ou interesses em Israel, impedindo a importação de bens ou produtos que passassem por este país ou Estados que trouxessem benefícios para a nação.

A lei proibia igualmente a exportação de produtos para o Estado judaico ou a passagem, através do Sudão, de bens com esse destino, com as consequências a estenderem-se de sanções económicas a 10 anos de prisão.

O pacto para a normalização das relações entre Sudão e Israel foi anunciado em novembro pelo então Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, embora Cartum só tenha formalizado este compromisso em janeiro.

De acordo com o Governo sudanês, o restabelecimento das relações com o Estado judeu deve ser ainda ratificado por um órgão legislativo de transição que ainda não foi constituído.

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