Mundo

Turquia apela a Israel para "cessar os seus ataques" contra palestinianos

Ammar Awad

Violentos confrontos fizeram nos últimos dias centenas de feridos na Esplanada das Mesquitas.

A Turquia apelou esta segunda-feira a Israel para "cessar os seus ataques" contra os palestinianos em Jerusalém, após violentos confrontos que fizeram nos últimos dias centenas de feridos na Esplanada das Mesquitas.

"Israel deve parar de atacar os palestinianos em Jerusalém e impedir os ocupantes e os colonos de entrar na santa mesquita [de al-Aqsa]", escreveu na rede social Twitter o porta-voz da presidência turca, Ibrahim Kalin, atribuindo às autoridades israelitas "toda a responsabilidade pela violência". "O mundo deve agir para pôr fim a esta agressão israelita interminável contra civis não armados na sua própria terra", escreveu ainda.

Centenas de palestinianos foram esta segunda-feira feridos em novos confrontos com a polícia israelita na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, após um fim de semana de violência na cidade, disseram os socorristas palestinianos.

O recomeço da violência coincidiu com o "Dia de Jerusalém", que segundo o calendário hebraico marca a conquista de Jerusalém Oriental pelo Estado hebreu.

No sábado, a situação acalmou na Esplanada das Mesquitas, mas houve confrontos entre palestinianos e polícias israelitas em outras zonas de Jerusalém Oriental, que fizeram no total mais de uma centena de feridos entre os palestinianos, segundo o Crescente Vermelho.

Na sequência da violência, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, qualificou no sábado Israel como um Estado "terrorista cruel".

Milhares de pessoas estão esta segunda-feira concentradas em frente ao consulado de Israel em Istambul para protestar contra a "ocupação" israelita de Jerusalém. De madrugada, após a oração noturna do Ramadão, manifestantes dirigiram-se à esplanada em frente ao consulado israelita naquela cidade turca e gritaram: "Israel assassino, fora da Palestina".

Os palestinianos protestam há vários dias contra a possibilidade de várias famílias palestinianas virem a ser despejadas das suas casas em Jerusalém Oriental - numa área da cidade ocupada e anexada por Israel - em favor de colonos israelitas.