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Médio Oriente. Erdogan acusa Biden de ter sangue nas mãos por apoiar Israel

Suhaib Salem

Presidente turco critica também Biden pela venda de armas a Israel, que está a fazer "ataques desproporcionados contra a Faixa de Gaza".

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou esta segunda-feira o seu homólogo norte-americano, Joe Biden, de ter "as mãos ensanguentadas", devido ao seu apoio a Israel, no momento em que este ataca a Faixa de Gaza.

"O senhor está a escrever a História com as mãos ensanguentadas", declarou Erdogan, dirigindo-se a Biden, criticando-o também pela venda de armas a Israel, um "Estado terrorista" que está a fazer "ataques desproporcionados contra a Faixa de Gaza". "Senhor Biden, o senhor juntou-se aos arménios no chamado genocídio arménio. Agora escreve a História com sangue nas mãos dos ataques extremamente desproporcionados a Gaza, onde morrem centenas de pessoas", disse Erdogan.

Conselho de Segurança da ONU reúne-se de emergência esta terça-feira

Uma nova reunião de emergência, e à porta fechada, do Conselho de Segurança da ONU sobre o conflito israelo-palestiniano foi marcada para terça-feira, anunciou esta segunda-feira a missão diplomática norueguesa.

Juntamente com a Tunísia e a China, a Noruega está na origem da mobilização do conselho, durante a semana passada, sem ter conseguido até agora a adoção de uma declaração conjunta, devido a uma recusa por parte dos Estados Unidos.

Os combates começaram a 10 de maio, após semanas de tensão entre israelitas e palestinianos em Jerusalém Oriental, que culminaram com confrontos na Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar sagrado do islão junto ao local mais sagrado do judaísmo.

Ao lançamento maciço de foguetes por grupos armados em Gaza em direção a Israel opõe-se o bombardeamento sistemático por forças israelitas contra a Faixa de Gaza, tendo provocado a morte a cerca de 200 palestinianos, incluindo 59 menores e 39 mulheres, bem como mais de 1.300 feridos.

Do lado israelita foram contabilizadas 10 mortes, entre elas a de dois menores, numa altura em que continuam os ataques de ambas as partes sem que vislumbre um sinal de tréguas.

O conflito israelo-palestiniano remonta à fundação do Estado de Israel, cuja independência foi proclamada em 14 de maio de 1948.

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