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Carta de abril alertava sobre graves danos estruturais no prédio de Miami que desabou

Joe Skipper

O Presidente dos EUA desloca-se hoje à Florida para visitar o local do desabamento que provocou pelo menos 12 mortos e 149 desaparecidos.

Os moradores do prédio de Miami que desabou na quinta-feira receberam uma carta em abril a alertar para o agravamento dos danos estruturais

A carta, obtida e divulgada pelos media norte-americanos, foi enviada pelo presidente da associação de construção do bloco de apartamentos.

Segundo a carta, os danos relatados pela primeira vez em 2018 "pioraram significativamente" e "começarão em breve a multiplicar-se" se não forem feitas reaparações urgentes.

A carta é a última de uma série de documentos que surgiram e que fornecem provas de que o edifício Champlain Towers South em Surfside, ao norte de Miami, tinha problemas estruturais conhecidos.

Já foram postos em marcha processos judiciais, um deles acusando a associação de construção de "conduta imprudente e negligente".

Biden viaja até à Florida para visitar prédio que desabou

O Presidente dos EUA, Joe Biden, desloca-se na quinta-feira à Florida para visitar o local do colapso parcial de um prédio em Surfside (Miami-Dade).

Durante sua visita, Biden e a primeira-dama, Jill, vão encontrar-se com membros das equipas de resgate e com as famílias das vítimas, disse Jen Psaki, porta-voz da Casa Branca.

"Eles querem agradecer às heroicas equipas de emergência e a todos aqueles que trabalharam incansavelmente, e querem reunir com as famílias que foram forçadas a passar por esta terrível tragédia, para lhes oferecer conforto enquanto os esforços de busca continuam", acrescentou a porta-voz.

Na segunda-feira, Psaki informara que recursos da Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA, na sigla em inglês) e especialistas de várias outras agências federais, como a Administração de Segurança e Saúde e o FBI, foram enviados para a área do desastre, para ajudar nas buscas e salvamentos.

O número de desaparecidos pelo colapso é para já de 149, enquanto as pessoas encontradas vivas são 136, disse na segunda-feira a presidente da Câmara de Miami-Dade, Daniella Levine Cava, que prometeu fazer tudo na investigação para apurar as causas desta tragédia que afetou indivíduos e famílias de vários países.

Por motivos ainda não determinados, a ala nordeste do edifício Champlain Towers, de 12 andares, inaugurado em 1981 e com um total de 136 apartamentos, desabou em segundos na madrugada de quinta-feira, dia 24, enquanto os seus habitantes dormiam.

A maioria dos mortos identificados até agora tinha origem hispânica.

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