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Quatro portugueses detidos por suspeita de violação em Espanha ainda não foram ouvidos

Interrogatório só deverá acontecer na segunda-feira.

Quatro portugueses foram detidos em Espanha, este sábado, suspeitos de terem violado duas mulheres numa pensão, nas Astúrias.

Terão sido surpreendidos pela polícia na pensão onde terão ocorrido os abusos quando ainda estariam a dormir, com os agentes a chegarem ao local às primeiras horas da manhã.

Primeiro, detiveram os 4 homens, com idades entre os 20 e os 30 anos, e depois recolheram indícios de prova. A polícia foi alertada pelas duas mulheres, de 22 e 23 anos, às 06:30 horas. Contaram que conheceram um dos portugueses num bar e que foram com ele até à pensão para um encontro sexual.

Pelo caminho, dizem que outro português se juntou ao grupo e, ao chegaram à pensão, mais dois portugueses estavam já no interior do quarto. As duas espanholas, naturais das Astúrias e do País Basco, dizem que foram agredidas e, assim, forçadas a ter relações sexuais.

A notícia da alegada violação múltipla acontece numa altura em que Espanha se prepara para votar uma lei que acaba com a distinção entre abuso e violação, um longo caminho feito depois de, em 2016, o caso de cinco homens que violaram uma mulher de 18 anos em Pamplona ter chocado a opinião pública e motivado dezenas de manifestações.

Na altura, os homens começaram por ser condenados por agressão e não por violação, algo que viriam a mudar apenas em 2019 e após sucessivos recursos.

No Twitter, o presidente do governo do principado das Astúrias condenou total e absolutamente aquilo a que chamou de violação múltipla com quatro jovens detidos por abusarem sexualmente de duas mulheres.

Também a delegada do governo nas Astúrias condenou o que diz ser uma agressão sexual.

"Uma vez mais um grupo de homens utiliza a sua posição de poder para intimidar e agredir as mulheres".

Apesar de os políticos darem a violação como provada, à SIC, fonte da Polícia Nacional diz que a investigação está ainda no início. Os quatro portugueses ainda não foram submetidos a interrogatório judicial, que só deve acontecer na segunda-feira.