Depois da larva-da-farinha, a Comissão Europeia autorizou, esta sexta-feira, a introdução de um segundo inseto no mercado alimentar europeu: o Locusta migratoria, conhecido como gafanhoto migratório.
Este inseto estará disponível nas formas congelada, seca e em pó, e poderá aparecer como ingrediente em diversos produtos alimentares ou ser vendido como aperitivo. Segundo a Comissão Europeia, todos os produtos que contenham este inseto serão rotulados para informar sobre possíveis reações alérgicas.
A Food Agriculture Organization identificou os insetos, em vários estudos desenvolvidos, como uma "fonte de alimento altamente nutritiva e saudável", refere a Comissão, que acrescenta que podem inclusive ser considerados como uma "proteína que poderia facilitar a mudança para um sistema alimentar mais sustentável".
A autorização surge após uma avaliação científica da Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA, na sigla inglesa), que concluiu que o consumo do gafanhoto-migratório é seguro, explica a Comissão Europeia em comunicado.
A luz verde da Comissão surge na sequência do voto favorável dos vários Estados-membros da União Europeia, aos quais foi apresentado o pedido de introdução em setembro deste ano.
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