Nos Estados Unidos, foi ilibado o adolescente que matou duas pessoas e feriu uma terceira numa manifestação antirracista.
O júri, composto por 12 jurados, considera que Kyle Rittenhouse agiu em legítima defesa.
O rapaz, que na altura tinha 17 anos, foi filmado a correr com uma espingarda semiautomática nos braços, quando entrou em confrontos com os manifestantes e disparou sobre eles.
O julgamento está a levantar polémica depois de o juiz responsável pelo caso ter decidido que os homens atingidos não poderiam ser referidos como "vítimas", mas apenas com expressões como "incendiários" ou "saqueadores".
Rittenhouse, agora com 18 anos, poderia ter sido condenado a prisão perpétua, pena pedida pela acusação, se tivesse sido considerado culpado da mais grave acusação de que era alvo: homicídio qualificado.
Era ainda acusado de homicídio, tentativa de homicídio e de colocar em risco a segurança pública.
Biden pede calma
O Presidente norte-americano, Joe Biden, apela, esta sexta-feira, à calma e contra a "violência e a destruição de propriedade".
"A decisão deixou muitos norte-americanos com raiva e preocupação, inclusive eu", salienta o democrata em comunicado.
"Fiz a promessa de unir os norte-americanos, porque acredito que o que nos une é muito maior do que o que nos divide. Sei que não vamos curar as feridas do nosso país da noite para o dia, mas continuo firme no meu compromisso de fazer tudo o que estiver ao meu alcance para garantir que todos os norte-americanos sejam tratados com igualdade, com justiça e dignidade, de acordo com a lei", pode ler-se.
Joe Biden apela, no entanto, para que "todos expressem as suas opiniões pacificamente e com respeito pela lei".
"A violência e a destruição de propriedade não têm lugar na nossa democracia. A Casa Branca e as autoridades federais estiveram em contacto com o gabinete do governador [Tony] Evers [do Estado do Wisconsin] para se antecipar para qualquer consequência" neste julgamento, salienta.
O chefe de Estado destaca também que falou com o governador na tarde de sexta-feira e ofereceu "apoio e qualquer assistência necessária para garantir a segurança pública".
