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Ucrânia: Marinha russa prepara novos exercícios na costa da Irlanda

28.01.2022 00:29

SEVASTOPOL, RUSSIA – JANUARY 25, 2022: The Admiral Essen frigate leaves to join a naval exercise of the Russian Black Sea Fleet. Russian Defence Ministry/TASS VIDEO SCREEN GRAB DATED JANUARY 26, 2022. BEST QUALITY AVAILABLE. THIS STILL IMAGE FROM A VIDEO PROVIDED BY A THIRD PARTY. EDITORIAL USE ONLY (Photo by Russian Defence MinistryTASS via Getty Images)

Estes exercícios, previstos para entre 1 e 5 de fevereiro, no oceano Atlântico, a cerca de 200 quilómetros a sudoeste da ilha da Irlanda.

A Marinha russa continua a preparar exercícios militares na costa da Irlanda para o início de fevereiro, apresar da crescente tensão entre a Rússia e os países ocidentais devido à crise ucraniana, revelou na quinta-feira a industria pesqueira irlandesa.

Estes novos exercícios, previstos para entre 1 e 5 de fevereiro, no oceano Atlântico, a cerca de 200 quilómetros a sudoeste da ilha da Irlanda, criaram apreensão entre os pescadores irlandeses, que receavam ser impedidos de trabalhar na área, que fica em águas internacionais, mas na zona económica exclusiva da Irlanda.

A Associação Irlandesa de Processadores e Exportadores de Peixes (IFPEA, em inglês) estabeleceu diálogo com o embaixador russo em Dublin, Yury Filatov, o que permitiu alcançar um “acordo justo” para permitir que os exercícios e as operações de pesca se mantenham, revelou o responsável da associação, Brendan Byrne.

Os países ocidentais têm vindo a acusar a Rússia de pretender invadir novamente o país vizinho, depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia, em 2014, e de alegadamente patrocinar, desde então, um conflito em Donbass, no leste da Ucrânia.

Dezenas de milhares de militares na fronteira com a Ucrânia

A Rússia, que tem concentrado dezenas de milhares de militares junto da fronteira com a Ucrânia, nega quaisquer planos para uma invasão, mas associa uma diminuição da tensão a tratados que garantam que a NATO não se expandirá para países do antigo bloco soviético.

O ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa irlandês, Simon Coveney, explicou que Dublin não tem poder para impedir os exercícios, mas referiu ao embaixador [da Rússia] que as manobras militares são “indesejáveis”.

“Agora não é altura para aumentar as atividades militares e as tensões no contexto do que está a acontecer neste momento” em relação à Ucrânia, sustentou.

O responsável da associação que representa o setor pesqueiro irlandês acrescentou à agência AFP que o embaixador russo estava “extremamente bem informado sobre as dificuldades da pesca irlandesa”.

“À medida que as discussões avançavam, ambos os lados puderam ver um caminho pelo qual os exercícios não seriam interrompidos e em que pudéssemos continuar a pescar”, graças a um compromisso entre as duas partes, destacou Brendan Byrne.

Sem pretenderem “intrometer-se na política dos exercícios navais”, os pescadores irlandeses sublinharam que estes vão decorrer “numa zona de pesca lucrativa e valiosa”, sobretudo de camarão.

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