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Coreia do Sul: onze mortos nas chuvas mais fortes dos últimos 80 anos

Coreia do Sul: onze mortos nas chuvas mais fortes dos últimos 80 anos
KIM HONG-JI
Há ainda oito desaparecidos

Subiu para onze o número de mortos devido às inundações causadas pelas chuvas mais fortes a atingir Seul em 80 anos, deixando ainda oito pessoas desaparecidas, disseram esta quinta-feira autoridades locais.

As inundações deixaram até agora seis mortos na capital, Seul, três no resto da província ocidental de Gyeonggi e outros três na província oriental de Gangwon, segundo a agência noticiosa sul-coreana Yonhap.

Além disso, mais de cinco mil pessoas e quase três mil famílias tiveram de ser retiradas das suas casas em 46 cidades, vilas e aldeias, incluindo Seul. Muitas dessas pessoas vivem em caves inundadas pela chuva.

Metade das pessoas que perderam a vida nos últimos dias viviam neste tipo de habitação. Em Seul existem cerca de 200 mil habitações em caves, albergando 5% de todas as famílias na capital, avançou a Yonhap.

Partes de Seul, bem como da cidade portuária de Inchon e da província de Gyeonggi, registaram fortes chuvas de mais de 100 milímetros (mm) durante várias horas consecutivas na terça-feira.

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A precipitação excedeu mesmo 140 milímetros (mm) numa hora no distrito de Dongjak de Seul, a chuva mais forte registada em 60 minutos desde 1942.

As fortes chuvas provocaram inundações de casas, veículos, edifícios e estações subterrâneas, de acordo com a Yonhap.

As chuvas atingiram também a Coreia do Norte, onde as autoridades emitiram alertas para o sul e oeste do país, avançou na terça-feira a televisão estatal KCTV.

O jornal oficial Rodong Sinmun descreveu as chuvas fortes como potencialmente "desastrosas" e apelou a medidas para proteger terras agrícolas e impedir inundações causadas pelo rio Taedong, que passa pela capital, Pyongyang.

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