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Candidata Simone Tebet quer recriar Ministério da Segurança Pública no Brasil

Candidata Simone Tebet quer recriar Ministério da Segurança Pública no Brasil
SERGIO LIMA
Para a candidata do Movimento Democrático Brasileiro às presidenciais de outubro no Brasil, erradicar a miséria é necessário garantir uma educação de qualidade, emprego e rendimento, apostas centrais no programa eleitoral.

A candidata do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) às presidenciais de outubro Simone Tebet defendeu, em entrevista, "a recriação" do Ministério da Segurança Pública.

Esse ministério visa melhorar a segurança, através de "coordenação e vontade política", disse Tebet, ao sublinhar que os governadores dos estados não conseguem resolver o problema da criminalidade sozinhos.

Simone Tebet foi a quarta e última dos candidatos às presidenciais de 2 de outubro a marcar presença, esta sexta-feira, no Jornal Nacional da TV Globo, depois do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, do ex-governador Cirro Gomes e do antigo chefe de Estado Luiz Inácio Lula da Silva.

A antiga governadora de Mato Grosso do Sul e atual senadora pelo mesmo estado afirmou que o objetivo da candidatura é "erradicar a miséria, diminuir a pobreza e acabar com a fome" no país.

"É inadmissível um Brasil que alimenta o mundo" sem capacidade de alimentar a população, sublinhou a política, de 52 anos, lembrando que "cinco milhões de crianças dormem com fome no país".

A candidata do MDB (centro) explicou que para erradicar a miséria é necessário garantir uma educação de qualidade, emprego e rendimento, apostas centrais no programa eleitoral.

Tebet falou ainda das dificuldades em avançar com a candidatura, ao argumentar que existe uma "polarização política" nestas eleições que está a levar o país "para o abismo".

Será necessário abandonar um "presidencialismo de coalizão [coligação]", de alianças de partidos para determinado fim, e escolher um "presidencialismo de conciliação" para avançar com "soluções concretas para os problemas reais" do país, defendeu a candidata, que reúne 2% das intenções de voto, de acordo com o Instituto DataFolha.

Lula da Silva lidera as sondagens para as presidenciais (47%), seguido por Bolsonaro (32%), também segundo o Instituto Datafolha.

A eleição presidencial no Brasil tem a primeira volta marcada para 2 de outubro e a segunda volta, caso seja necessária, no dia 30 do mesmo mês.

Ao todo, 12 candidatos disputam as presidenciais: Jair Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes, Simone Tebet, Luís Felipe D'Ávila, Soraya Tronicke, Roberto Jefferson, Pablo Marçal, Eymael, Leonardo Pericles, Sofia Manzano e Vera Lúcia.

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