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Moçambique: grupo armado saqueia e queima aldeia em Cabo Delgado

Moçambique: grupo armado saqueia e queima aldeia em Cabo Delgado
Responsável da Cáritas Moçambique coordena entrega de ajuda alimentar a famílias em Pemba. Mais deslocados, oriundos de Palma, precisam de apoio alimentar que escasseia para responder à crise humanitária em Cabo Delgado. (Lusa)
A população e autoridades locais suspeitam que o grupo faça parte do movimento insurgente que desde outubro de 2017 aterroriza a região.


Um grupo armado não identificado saqueou e queimou casas de uma aldeia de Cabo Delgado, norte de Moçambique, na segunda-feira, disseram fontes locais, na sequência da violência na região desde 2017.

"Entraram em Nacuale", distrito de Ancuabe, sul da província, durante a tarde, disse uma testemunha.

"Estávamos a conversar no centro da aldeia, ouvimos barulho na extremidade da aldeia e eram homens armados, encapuzados, que abriram fogo", descreveu.

Houve tiroteio com as forças de defesa e segurança estacionadas no local, referiram outras fontes, sem registo de vítimas, mas indicando que várias habitações de construção tradicional foram queimadas e bens da população foram roubados.

A população e autoridades locais suspeitam que o grupo faça parte do movimento insurgente que desde outubro de 2017 aterroriza a região.

Uma ofensiva militar com apoio de vários países africanos libertou desde há um ano as zonas em redor dos projetos de gás, no norte de Cabo Delgado, mas grupos dispersos têm atacado outros locais da província.

Desde junho, a violência tem atingido a área de Ancuabe, a sul, próxima de Pemba, capital provincial.

O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) alertou em julho para a gravidade destes novos ataques, provocando 36.000 deslocados em distritos até agora considerados seguros.

O número acresce aos cerca de 800 mil deslocados que a onda de violência já provocou, com a estimativa de mortes a rondar, pelo menos, cerca de 4.000 vítimas.

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