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Uma pessoa morre de fome a cada quatro segundos

DOLLOW, JUBALAND, SOMALIA – 2022/04/14: A child displaced by drought holds her nose as she walks past the rotting carcasses of goats that died from hunger and thirst on the outskirts of Dollow, Somalia. People from across Gedo in Somalia have been displaced due to drought conditions and forced to come to Dollow, in the southwest, to search for aid. Somalia has suffered three failed rainy seasons in a row, making this the worst drought in decades, and 6 million people are in crisis levels of food insecurity. The problems are being compounded by the rising costs of food prices because of the Ukraine war. Hence, hundreds of thousands of livestock have died from hunger and thirst. (Photo by Sally Hayden/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
DOLLOW, JUBALAND, SOMALIA – 2022/04/14: A child displaced by drought holds her nose as she walks past the rotting carcasses of goats that died from hunger and thirst on the outskirts of Dollow, Somalia. People from across Gedo in Somalia have been displaced due to drought conditions and forced to come to Dollow, in the southwest, to search for aid. Somalia has suffered three failed rainy seasons in a row, making this the worst drought in decades, and 6 million people are in crisis levels of food insecurity. The problems are being compounded by the rising costs of food prices because of the Ukraine war. Hence, hundreds of thousands of livestock have died from hunger and thirst. (Photo by Sally Hayden/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
Mais de 200 organizações não-governamentais apelam aos líderes mundiais reunidos na 76.ª Assembleia Geral da ONU que “adotem ações que travem a crise mundial de fome".

A cada quatro segundos morre uma pessoa de fome, denunciaram hoje mais de 200 organizações não-governamentais, pedindo aos líderes mundiais reunidos na 76.ª Assembleia Geral da ONU que “adotem ações que travem a crise”.

As organizações não-governamentais (ONG), provenientes de 75 países, assinaram uma carta aberta dirigida aos líderes de Estados presentes em Nova Iorque para expressar indignação pela “explosão do número de pessoas famintas” e fazer recomendações para travar a crise global de fome.

“Atualmente, 345 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de fome aguda, número que mais do que duplicou desde 2019”, sublinham as 238 organizações em comunicado de imprensa.

A carta aberta foi publicada a propósito do início da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde um grande número de líderes políticos, mas também representantes da sociedade civil se reúnem durante uma semana para aquele que é considerado o encontro diplomático mais importante do mundo.

“É inadmissível que, com toda a tecnologia agrícola (...) existente hoje, ainda estejamos a falar sobre fome no século XXI”, afirmou Mohanna Ahmed Ali Eljabaly, da Yemen Family Care Association, um dos signatários da carta.

“Não se trata apenas de um país ou de um continente e a fome nunca tem uma causa única. Trata-se da injustiça de toda a humanidade”, acrescentou.

A crise alimentar, a par da crise de segurança causada pela invasão russa da Ucrânia e das crises energética e climática são as principais questões que estarão em debate na Assembleia Geral da ONU, que hoje começa.

Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) referiu que mais de 12% dos africanos enfrentem insegurança alimentar e apelou aos governos da África subsaariana para serem criteriosos na definição das políticas e da despesa pública.

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