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Mais de 50 milhões de italianos escolhem novo Parlamento

Mais de 50 milhões de italianos escolhem novo Parlamento
GUGLIELMO MANGIAPANE

Com um grande número de indecisos, a extrema-direta pode assumir o poder.

Mais de 50 milhões de italianos vão eleger o novo parlamento. O número de indecisos e a abstenção podem ditar um resultado que permita à extrema direita assumir o poder.

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Em causa estão 400 lugares de deputados e 200 de senadores que depois vão nomear o próximo Governo.

As últimas sondagens antecipam uma vitória da extrema-direira. Giorgia Meloni pode ser a próxima primeira-ministra. Mas nos últimos dias, alguns partidos mais pequenos, do centro e da esquerda, têm vindo a ganhar apoio o que significa que podem mudar o cenário no Parlamento italiano.

Quanto à abstenção pode ultrapassar os 35%, o que pode ser o valor mais alto de sempre na história do país.

O próximo governo será o quarto em menos de 5 anos.


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Filas de espera para votar


Antes da abertura das assembleias de voto já havia filas de espera. As urnas abriram às 7h00 locais e encerram às 23h00, 22h00 em Lisboa.

A cada eleitor são entregues dois boletins de voto, um para escolherem os deputados e outro para o senado.

A votação está também a decorrer na região sul da Sicília para a eleição do seu presidente e para a renovação da sua Assembleia.


Salvini e Letta foram os primeiros líderes políticos a votar

Matteo Salvini, chefe da Liga e de extrema-direita, e o secretário-geral do Partido Democrata Progressista (PD), Enrico Letta, foram os primeiros líderes políticos a votar nas eleições gerais que se realizam hoje em Itália.

Salvini, membro da coligação de direita que as sondagens indicam que vai ganhar amplamente, votou em Milão (norte), onde passará o dia das eleições na companhia da sua filha até ao encerramento das urnas, às 23:00 horas locais (22:00 em Lisboa), quando forem conhecidas as sondagens à boca das urnas.

"O bonito é que se os italianos escolherem a Liga e o centro-direita, durante cinco anos o Governo, o primeiro-ministro e os ministros, os partidos e as alianças não mudarão (....) porque os últimos anos têm sido complicados", disse o líder da Liga, à qual as sondagens dão cerca de 12% dos votos.

Matteo Salvini
MATTEO BAZZI

Pouco depois, Letta, chamada a ser chefe da oposição de acordo com as sondagens, votou em Roma, no bairro popular de Testaccio.

Antes de ambos, o chefe de Estado, Sergio Mattarella, votou na sua cidade natal Palermo (Sicília).

O antigo primeiro-ministro italiano e líder do Forza Silvio Berlusconi votou em Milão ao final da manhã.

FLAVIO LO SCALZO
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