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"Sim" ganha com larga margem, dizem autoridades pró-russas sobre referendos

"Sim" ganha com larga margem, dizem autoridades pró-russas sobre referendos
Anadolu Agency

Agências russas adiantam que o "sim" conquistou entre 97 e 98% dos votos, quando estão contados entre 20% a 27% dos boletins.

As autoridades pró-russas das quatro regiões ucranianas controladas pela Rússia reivindicaram esta segunda-feira que o "sim" prevalece, segundo os resultados preliminares do referendo de anexação denunciado pela comunidade internacional, indicaram três agências de notícias russas.

Segundo as agências Ria Novosti, Tass e Interfax, as autoridades de cada uma das quatro regiões ucranianas afirmaram que o "sim" conquistou entre 97 e 98 por cento dos votos, quando estão contados entre 20% a 27% dos boletins. Em Kiev, o chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kouleba, afirmou já que os resultados dos quatro "referendos" orquestrados por Moscovo "não mudarão" as ações da Ucrânia face ao exército russo.

"Isso [resultados dos referendos] não mudará nada na nossa política, na nossa diplomacia e nas nossas ações no campo militar", frisou Kouleba, numa conferência de imprensa em Kiev, ladeado pela homóloga francesa, Catherine Colonna.

Os referendos sobre a adesão à Federação russa dos territórios ucranianos ocupados de Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson terminaram hoje, segundo as autoridades pró-russas, mas serão objeto de discussão numa reunião no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Ucrânia e a comunidade internacional afirmaram que não reconhecerão os resultados e a validade dos referendos. Em 2014, a Rússia usou o resultado de um referendo realizado sob ocupação militar para legitimar a anexação da península ucraniana da Crimeia, no Mar Negro.

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