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Porque devemos estar atentos à Coreia do Norte e aos repetidos mísseis disparados?

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O comentador da SIC, Germano Almeida, explica a estratégia da Coreia do Norte.

A Coreia do Norte voltou a lançar mísseis balísticos, numa clara violação das resoluções da ONU. Estes testes são condenados pela NATO, Japão e EUA, num período envolto em tensões. O comentador Germano Almeida entende que a escalada de violência é "real e nem sequer é exagerada" e que Kim Jong-un está a aproveitar a "tempestade perfeita e a instabilidade que se está a gerar a nível global".

"Estamos numa fase em que Putin está com grandes problemas na Ucrânia e uma das coisas que fez foi relançar a ameaça nuclear. Ora, Putin está cada vez mais isolado, mesmo a China e a Índia estão a pressioná-lo para acabar com a guerra rapidamente (...) A Coreia do Norte foi o único país, além da Síria, a reconhecer os falsos referendos naquelas quatro regiões. Há aqui uma aliança não assumida entre Rússia e Coreia do Norte, de dois poderes nucleares que, de forma completamente irresponsável, acenam com a possibilidade de os usar, sabendo, no entanto, que não os vão usar".

O lançamento de mísseis norte-coreanos é um "ato muito perigoso e irresponsável de Kim Jong-un", defende Germano Alemida.

As autoridades japonesas adiantaram que o projétil terá caído no oceano Pacífico. A Coreia do Sul também detetou o lançamento norte-coreano, em direção às águas orientais do norte.

Este disparo é a quinta ronda de testes de armas da Coreia do Norte nos últimos dez dias, numa aparente resposta aos exercícios militares entre Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos, decorridos no final do mês passado, os primeiros em cinco anos.

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