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Aumento do custo de vida deixa franceses numa "situação insuportável"

Aumento do custo de vida deixa franceses numa "situação insuportável"
Daniel Cole

Dia de greve geral em França.

Em dia de greve geral, em França, muitos trabalhadores saem às ruas, em várias cidades do país, para exigir aumentos salariais face ao aumento do custo de vida.

Muitos trabalhadores consideram que as ajudas do Governo para fazer face à inflação e ao aumento de preços são insuficientes.

Os principais setores afetados na greve geral são os transportes e a educação.

O correspondente da SIC, Guilherme Monteiro, falou com franceses nas ruas de Paris. Muitos falam de uma situação insuportável com o aumento do custo de vida.

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Também os trabalhadores das refinarias da petrolífera TotalEnergies continuam em protesto, numa greve que completa esta terça-feira 22 dias.

Uma em cada cinco bombas de gasolina estão sem combustível.

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Milhares de pessoas protestaram no domingo em Paris

A esquerda francesa saiu, no domingo, às ruas da capital para reivindicar melhores condições de vida face à inflação.

"Gostava mesmo que este movimento se generalizasse com uma greve geral que toque todos os setores, porque está a afetar-nos a todos. As únicas pessoas que não são atingidas são os acionistas das grandes empresas", declarou Jean-Claude, junto à Praça Nation, em declarações à agência Lusa.

O seu cartaz resumia a Marcha Contra Vida Cara convocada para este domingo pelos partidos de esquerda: Especulação + Requisição = Revolução. Do outro lado do cartaz deste professor parisiense, um camião com a palavra salário subia por uma rampa chamada inflação.

Mas não é só a inflação de 5,6% que traz os franceses à rua.

"Vim para lutar contra o empobrecimento da sociedade, a luta contra a reforma das pensões, a vida cara, o aumento do salário mínimo, os aumentos dos apoios sociais, mais apoios para os jovens, por tudo isto. Estamos aqui porque somos de esquerda e estamos fartos da direita", disse Christian, enumerando os motivos da sua mobilização.

A este protesto, previsto desde agosto pela coligação de esquerda Nova União Popular Ecológica e Social (NUPES), para reivindicar um aumento generalizado dos salários, mantendo a exigência de 1.600 euros líquidos de salário mínimo, juntaram-se nas últimas duas semanas as dificuldades sentidas em todo o país devido às greves nas refinarias.

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