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Políticas de Liz Truss eram "sobretudo tontas" e "sem fundamento económico ou orçamental"

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Ricardo Costa considera que "um dos principais pecados de Liz Truss esteve na origem da sua própria liderança".

Liz Truss “contou uma história às bases do partido” que a fez ser "escolhida para líder e primeira-ministra", mas "no momento em que começou a aplicar as medidas em que acreditava foi totalmente encostada à parede pelos mercados", começa por explicar Ricardo Costa.

A primeira-ministra britânica propôs "medidas de cortes de impostos que não estavam minimamente acompanhadas nem por cortes de despesas, nem por outras receitas", ou seja "faziam disparar a dívida pública britânica, numa altura de guerra e grande incerteza económica".

Estas políticas para Ricardo Costa não são neoliberais, mas sim "completamente tontas" e "sem fundamento económico ou orçamental".

"Em meia dúzia de semanas a credibilidade orçamental do Partido Conservador britânico é nula perante as entidades internacionais, agencias de ranking, mercados e, mais grave para eles, perante os eleitores", considera em análise na SIC Notícias.

Os 45 dias de Liz Truss no comando do Reino Unido foram "todos maus" e "quando todos os dias são maus, decidiram acelerar para ela ter que se demitir".

A primeira-ministra não resistiu à pressão sobre o seu Governo e às demissões de ministros, que marcaram os últimos dias, e acabou por se demitir.

Liz Truss revelou, ao início da tarde em conferência de imprensa, que já apresentou a sua demissão ao Rei Carlos III, pondo fim a um Governo que esteve em funções pouco mais de um mês.

O sucessor será encontrado até ao fim da próxima semana, disse Liz Truss numa declaração à porta da residência oficial de Downing Street, em Londres.

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