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Família de refugiados aguarda visto humanitário para Portugal há mais de dois meses

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Enquanto aguarda resposta do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a família corre risco de vida. Esta reportagem contém imagens de teor violento.

Uma família de refugiados do Médio Oriente espera há dois meses e meio por um visto humanitário do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Estão escondidos na Bielorrússia, e correm risco de vida. Várias associações nacionais e internacionais já alertaram o Governo português para a urgência do processo.

Nota: esta reportagem contém imagens de teor violento que podem chocar aos espetadores mais sensíveis.

Pais e quatro crianças, entre os 12 e os 4 anos, converteram-se ao cristianismo. Uma Atitude que lhes pode valer a morte no seu país natal. Fugiram para a Bielorrússia em outubro do ano passado, quando este país abriu as portas aos refugiados.

Com a ajuda de várias associações portuguesas e uma Organização Não Governamental (ONG) Polaca, foi pedido um visto humanitário para esta família através do embaixador de Portugal na Turquia. Há dois meses e meio que a família aguarda resposta do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

As viagens desta família para Portugal, onde terá, nos Açores, casa, trabalho e escola, serão custeadas por voluntários. Foi tudo tratado pela sociedade civil que não entende a demora neste processo. A SIC falou com os voluntários que estão no terreno a apoiar esta família na Bielorrússia e o relato é chocante.

Caso não chegue o visto humanitário, que foi pedido a Portugal, as alternativas podem passar pela deportação – com risco de vida que isso implica – ou tentar chegar à Europa pela fronteira entre a Bielorrússia e a Polónia, que é também conhecida pela zona da morte. As imagens ilustram a violência da repressão dos dois lados.

Enquanto alguns países despacham este tipo de processos em uma semana, Portugal está a demorar mais de dois meses e meio a responder a um visto humanitário. A SIC pediu esclarecimentos ao Ministério dos Negócios Estrangeiros que diz estar a aguardar parecer do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), mas não se compromete com nenhuma data de emissão dos vistos.

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