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Atentado em Istambul: 29 suspeitos vão ser deportados e 17 ficam em prisão preventiva

Atentado em Istambul: 29 suspeitos vão ser deportados e 17 ficam em prisão preventiva
Emrah Gurel

As autoridades turcas não disseram as nacionalidades das pessoas que serão deportadas.

Dezassete pessoas, incluindo a suposta autora do ataque que no domingo deixou seis mortos e 81 feridos em Istambul, ficarão a partir de hoje em prisão preventiva, enquanto outras 29 serão deportadas, segundo os meios de comunicação oficiais locais.

As autoridades turcas não disseram as nacionalidades das pessoas que serão deportadas, segundo a agência de notícias oficial Anadolu.

A Anadolu referiu que 49 detidos foram interrogados pelo Ministério Público e depois colocados à disposição do juiz, que decretou as medidas judiciais.

Outros três suspeitos permanecerão sob vigilância judicial e outros dois estão a ser interrogados.

Todos as pessoas que ficaram em prisão preventiva são acusadas de crimes como "destruição da unidade e integridade do Estado", "homicídio premeditado" ou "colaboração em homicídio".

De acordo com a agência Anadolu, a cidadã síria Ahlam Albashir, acusada de ter colocado a bomba na rua Istikal, no centro de Istambul, declarou que a ordem para viajar para a cidade veio da milícia curda síria Unidades de Proteção Popular (YPG), mas não lhe informaram o motivo, sublinhando ainda que ameaçaram prejudicar a sua família se não o fizesse.

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Ahlam Albashir declarou ainda que percorreu por três vezes a zona do ataque e que não sabia que tinha uma bomba na mochila que lhe deram para colocar na rua.

No domingo passado, a cidadã síria apanhou um táxi em direção ao centro da cidade com outros dos suspeitos - ambos ainda estão a ser procurados pelas autoridades -, e depois sentou-se num banco na rua Istikal, onde esperou 40 minutos até receber uma chamada a dizer para deixar a mochila e sair do local.

A YGP é considerada pela Turquia uma organização terrorista, mas que tem sido apoiada pelos Estados Unidos no combate contra o grupo jihadista Daesh na Síria.

Ancara tem acusado Washington de financiar e fornecer equipamento militar ao YPG.

A milícia curda síria, a principal formação das Forças Democráticas Sírias (FDS), instalados no norte e leste do país em guerra, e o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) já desmentiram qualquer envolvimento no atentado.

Para as autoridades turcas, o YPG constitui um prolongamento na Síria do PKK, a guerrilha curda considerada terrorista por Ancara, Estados Unidos e União Europeia.

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