Um juiz do Estado norte-americano do Missouri anulou esta quarta-feira a condenação de um homem que cumpriu quase 28 anos de prisão perpétua por um assassinato que sempre disse não ter cometido.
A decisão do juiz David Mason, sobre Lamar Johnson, de 50 anos, foi a de haver "evidências confiáveis de inocência real - evidências tão confiáveis que realmente passem pelo padrão de clareza e convencimento" que levaram a sair em liberdade.
"Isto é inacreditável", afirmou Johnson aos jornalistas, à saída da sessão, sem responder a perguntas.
A procuradora de St. Louis, Kim Gardner - que em agosto entrou com o processo de busca da libertação de Johnson, depois de uma investigação conduzida pelo seu escritório, com a ajuda do Projeto Inocência, a convencer de que o condenado dizia a verdade - aplaudiu a decisão.
"Lamar Johnson. Obrigado. Você está livre", disse, em declarações à imprensa no local.
O gabinete do procurador-geral do estado, liderado pelos republicanos, tem lutado por manter Johnson preso.
Após a audiência, os advogados de Johnson criticaram o gabinete, dizendo que "nunca parou de alegar que Lamar era culpado e estava confortável em vê-lo definhar e morrer na prisão".
Muitos Estados norte-americanos oferecem uma indemnização às pessoas cujas condenações criminais são retiradas. No entanto, no Missouri, esta medida é muito limitada e, segundo a estação norte-americana KMOV, Lamar Johnson não está qualificado para ser recompensado uma vez que o caso não dependia de uma análise ADN.
Perante a situação, o Projeto Inocência decidiu lançar uma campanha de angariação de fundos, no GoFundMe, para ajudar o homem a retomar a sua vida, depois de ter sido preso, em 1995, por um homicídio que não cometeu. Quase 26 mil dólares (qase 28 mil euros) já foram angariados.
