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Vereador de Paris assume que violência dos protestos não parte da polícia

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Hermano Sanches Ruivo esclarece que a violência não parte da polícia e que muitos manifestantes até estão articulados com as forças de autoridades para que tudo seja pacífico.

O vereador da Câmara de Paris, Hermano Sanches Ruivo, faz questão de frisar que a violência não tem origem na atuação das forças policiais, mas sim em quem vai para as manifestações apenas para provocar distúrbios.

"Os sindicatos organizam com segurança num trabalho com a polícia e a Câmara Municipal de Paris. A preocupação é quem vem apenas para os distúrbios e tem o objetivo em fadigar e de trazer desequilíbrio. Alguns tentam defender que a violência vem da polícia, claramente não vem", explicou Sanches Ruivo.

França vive um momento de convulsão social, relacionada com a aprovação por decreto presidencial e sem recurso à Assembleia Nacional, da lei que aumenta a idade mínima da reforma dos 62 para os 64 anos.

Esta quinta-feira está a acontecer uma nova vaga de protestos, onde pela segunda vez um restaurante é vandalizado. Os manifestantes no centro de Paris incendiaram a parte exterior de um restaurante, que já tinha sofrido danos durante outro protesto em 2020.

Para o vereador “um dos pontos mais difíceis é que dentro da luta que muitos acham justa, há quem acabe por fatigar os habitantes”.

Um dos grandes receios das autoridades para esta quinta-feira está a concretizar-se: a escalada de violência. Por já serem esperados estes confrontos, foi acionado um forte dispositivo policial por todo o país. Só na capital francesa estima-se que estejam nas ruas cerca de 4.000 operacionais.

Em França existe sempre a tentação de dizer que quando há violência e uma maior agressividade por parte dos manifestantes, existe também uma maior probabilidade do Governo desistir ou recuar.

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